UFMT: aprovações caiu de 46% para menos de 1%

Dos mais de 800 médicos graduados no exterior que compareceram à prova, entre estes, sendo reprovados candidatos com mestrado feito na Europa menos de 1% restou aprovado. Nos últimos três anos a quantidade de aprovados na UFMT foi, 2009: 401 inscritos (114 aprovados = 28%) 2010: 520 inscritos (184 aprovados = 35%) 2011: 637 inscritos (296 aprovados = 46%). Nada explica que a UFMT/FCM que havia nos anos anteriores aprovado sempre no mínimo 28%, além de ter aumentado a média da prova, a realize num nível de dificuldade que extrapola o plausível de ser cobrado de um médico de atenção primária a ponto de ter um índice de aprovação pífio dando a entender que a prova foi aplicada para pessoas que não são conhecedoras da medicina. Saiba mais detalhes.

A UFMT sempre cometeu o mesmo erro/desrespeito à legislação pátria, mas diante do medo de que esta porta fechasse, de que uma prova anual com um percentual de aprovação relativamente positivo deixasse de existir, nunca houve uma manifestação judicial provocada pelos advogados especialistas na área.

A UFMT realizando o procedimento ordinário de revalidação NUNCA PERMITIU A COMPLEMENTAÇÃO DE ESTUDOS EM OUTRAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO COM CURSO DE MEDICINA RECONHECIDO PELO MEC conforme manda a lei, um direito de todos os revalidandos concedido pelo Conselho Nacional de Educação.

Diante deste motivo e do fato de que muito provavelmente a UFMT venha a aderir ao procedimento do REVALIDA, aconselhamos a todos os lesados por esta instituição federal que procurem a via judicial para buscar um parecer que permita a complementação de estudos dentro dos mesmos padrões dos que estão entre os cinco reprovados de maior pontuação na prova da própria UFMT.

Nesta luta pela justiça na via judicial nos deparamos com alguns problemas como o preconceito escrito com palavras rebuscadas constante em algumas sentenças e alguns pareceres do Ministério Público, o número muito restrito de advogados especialistas no assunto (o que eleva o valor dos honorários) e o pior: a ignorância de alguns médicos revalidandos que acusam os advogados de serem colaboradores deste abuso, de buscarem um enriquecimento em cima de uma situação desfavorável O QUE É ALGO TÃO ABSURDO COMO TAXAR UM ONCOLOGISTA DE MERCENÁRIO, uma vez que o advogado não faz leis, editais, provas, tampouco encaminha para estudar no exterior estudantes de medicina, assim como o oncologista não cria o câncer em seus pacientes.

Num país como o nosso com mais de 200 milhões de habitantes, temos apenas 6 advogados com experiência (com mais de 100 processos judiciais de revalidação), que atuam em mais de um Estado, que tenham vitórias judiciais verdadeiras e que não possam ser revertidas, com dedicação exclusiva à revalidação de diplomas estrangeiros, que não fazem promessas que não podem cumprir e que já revalidaram mais diplomas do que o procedimento do REVALIDA (só para citar um exemplo) já que viabilizaram inscrições e, se não fosse pelos atos destes, NÃO HAVERIA COMPLEMENTAÇÃO DE ESTUDOS EM ESCOLAS PARTICULARES.

Portanto, diante da incapacidade do governo de enfrentar o problema da revalidação de diplomas a ponto de exigir que o procedimento de revalidação ocorra em respeito à lei, ao revalidando, à população mal assistida em seu direito à saúde e não somente para atender a vontade dos órgãos de proteção de classe e os interesses das universidades particulares de medicina deste país, da possibilidade de que no ano que vem tenhamos somente a UFMG e a prova do REVALIDA como alternativas para a revalidação de diplomas neste país, mais uma vez será necessária a busca pelo trabalho destes poucos profissionais habilitados.

Diante do resultado da prova da UFMT, acredita em um futuro mais justo para os revalidandos, criado somente com atitudes do governo quem quiser, aos demais, que busquem uma assessoria de sua confiança. (Com texto da Revalmed)

Confira a lista dos aprovados na UFMT: AQUI

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