Injeção de acrílico: produto pode causar obstrução na pele, necrose e morte, alertam médicos

Segundo especialistas, produto se mistura ao músculo e pessoa pode sofrer amputação.


Na busca por ter um bumbum mais avantajado, muitas mulheres recorrem a produtos proibidos e sem recomendação médica, como é o caso do metacrilato. Mais conhecido como acrílico, a substância pode causar obstruções, necroses, embolia pulmonar e até morte.

De acordo com o cirurgião plástico Alan Bernacchi da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), o metacril deve ser usado apenas em reconstruções como, por exemplo, para colar ossos fraturados.

— No momento de sua aplicação ele é um fluído, depois vira um plástico, um acrílico mesmo, sem maleabilidade nenhuma. Se esse acrílico abraçar um nervo da perna e fizer uma simbiose com a musculatura, isso pode gerar uma inflamação. É uma dor para o resto da vida. Para retirar, tem que cortar tudo, músculo e nervo.



Bernacchi ainda afirma que as reações alérgicas, as inflamações e infecções podem aparecer até cinco anos depois da aplicação.

— Há muitos casos de pessoas que aplicam substâncias não recomendadas ou proibidas. No meu consultório sempre aparece gente que fez. Já vi pacientes que perderem a bochecha, tamanha agressividade deste produto. Já vi também quem preencheu a mão com metacril para dar mais jovialidade e teve problemas. Para tratar as dores insuportáveis, acaba precisando usar corticóides.


Vítima de uma falsa médica, a jovem Vânia Prisco, de 29 anos, aplicou o metacril e teve reações terríveis no bumbum. Ela está internada há três meses e já passou por 41 cirurgias para retirada do produto.

Segundo a mãe da carioca, Rosângela Prisco, cinco dias após a aplicação, sua filha começou a sentir dores terríveis e "vários buracos vermelhos, como furúnculos" apareceram nos glúteos.

— Ela deu entrada no hospital quase morta e passou um mês tomando injeção de corticoide na veia. Até agora, não há previsão de ela ter alta. Agora, os médicos estão preparando tudo para ela enxertar nos buracos que ficaram no glúteo dela. Minha filha gastou R$ 7.200 em algo que quase a matou.


O cirurgião plástico Fernando de Almeida Prado Filho, diretor regional da SBCP de São Paulo, explica que o produto pode causar reações alérgicas e inflamações graves, como aconteceu no caso da jovem carioca.

— O enrijecimento da região e erupções na pele são alguns exemplos de reações que o organismo pode ter ao identificar o produto considerado “estranho”.


O diretor regional da SBCP explica que não há outra maneira de retirar o metacril do corpo sem "amputar" parte do músculo.

— Se a substância aplicada nos seios, por exemplo, gerar efeitos colaterais, a paciente precisará se submeter a uma mastectomia subcutânea (remoção do tecido mamário).


Apesar de ter dito em A Fazenda de Verão (Record) que aplicou o metacril para aumentar os glúteos, Isis Gomes contou que na verdade tem silicone.

— Não existem estudos que mostrem que o metacril é confiável. O silicone você retira se tiver qualquer problema, mas o metacril não. O corpo pode rejeitar e é muito difícil de remover. Nunca coloquei e nem colocaria. É uma vaidade que pode te levar a amputar uma parte do seu corpo depois. Conheço quem já usou e teve problemas.


De acordo com o médico cirurgião Bernacchi, o indicado é sempre procurar informações sobre o médico, a clínica estética e produto que será utilizado para fugir de cair em ciladas.

— Tem que tomar cuidado porque muitas pessoas andam se passando por cirurgiões e não são.


Segundo o médico, há pessoas que fazem estas aplicações "na casa do paciente" e colocam até "silicone industrial usado em roda de carro".

Fonte: R7


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