Vamos Lá Minha Periferia! Vamos ensinar as crianças a dançar o "Funk Proibidão"

No Funk (Fânc) existe muita cultura e diversidade de estilos musicais. O Funk carioca é um estilo musical oriundo das favelas do estado do Rio de Janeiro.


De 2000 a 2014, o Funk Carioca modificou-se, libertando-se dos traços de sua origem, e passou a ter uma característica própria. Tornou-se popularmente conhecido em todo o Brasil e no exterior.

Ao mesmo tempo, os bailes funk carioca começaram a ser alvo de críticas porque, em vários destes bailes, ocorriam os chamados "corredores", quando dois grupos rivais se enfrentavam, resultando por vezes em mortes. Com isso, passou a haver uma constante ameaça de proibição dos bailes.

Nos anos 90, quando estive morando no Rio de Janeiro vi o surgimento das canções de funk que pediam a paz entre os grupos rivais, como a música "Som de Preto". Em meio a isso, surgiu uma nova vertente do funk carioca, o "Funk Melody", com músicas mais melódicas e temas mais românticos, alcançando sucesso nacional. Destacaram-se: Latino, Copacabana Beat, MC Marcinho, Claudinho e Bochecha, entre outros.

Nessa época eu morava no Jóquei, um bairro de São Gonçalo que era vizinho de outros bairros como: Arsenal, Anaia, Salgueiro, Catarina, Cruzeiro, Pecado, Caçador... locais onde a dupla Claudinho e Bochecha nasceram e se apresentavam. Os meus cunhadas eram muito próximos da dupla e as mães eram amigas, além de vizinhas, e mesmos após o sucesso da dupla, a amizade entre eles permaneceu.

Até hoje gosto do estilo "Funk Melody" de algumas canções da dupla Claudinho e Bochecha, pois as letras são românticas, com mensagens de paz e não fazem apologia ao trafego ou a violência que alguns trazem em sua essência e sangue. A dupla não cantava o chamado "Funk Proibidão" que ganhou muita força com a cantora Valesca Popozuda, por exemplo. No estilo de Claudinho e Bochecha não se entravam temas vinculados ao tráfico de drogas, exaltações a pornografia, grupos criminosos locais ou provocações entre gangues, os chamados "alemães", era "Só Love".



O "Funk Carioca Proibidão", embora apresente expansão mercadológica, continua sendo alvo de muita resistência da sociedade, sendo bastante criticado por sua pobreza criativa; por apresentar uma linguagem obscena e vulgar; e por fazer apologia à violência e ao consumo de drogas.

Grande parte das criticas aos bailes funk nos morros cariocas estão relacionadas ao fato de traficantes atraírem consumidores de drogas aos morros usando os bailes. Outro problema é o volume no qual costuma ser executado os bailes funk, quase sempre, não respeitam qualquer limite quanto ao volume de som, já que por trás do evento geralmente existe sempre um traficante.

Mas é aquilo, cada um tem o seu estilo musical e isso é igual religião, não se discute. O meu é o "Funk Melody" de "Só Love", se o seu é o "Funk Proibidão" da Valesca Popozuda de "é só tiro, porrada e bomba", então manda ver no estilo e ensina aos seus filhos, netos e as próximas gerações a curtir essa Cultura do "Funk Proibidão". Comece com uma música mais light, tipo "Beijinho no Ombro", depois que as crianças de amarrar na cantora, eles buscarão outras canções da mesma, assim descobrirão os "Funk Proibidão" e será tarde, pois já morderam a isca. Vai vendo os exemplos para as crianças de 3 aninhos!




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