Amazonas: Sem leitos, pais improvisam no Hospital da Criança da Zona Leste

Conforme a denúncia, é comum os corredores do Pronto Socorro 'Joãozinho' ficarem lotados de crianças, por falta de leitos.

Sem leitos, muitas vezes os pais das crianças esperam com filhos por mais de 12h para abrir vaga. Enquanto isso, os bebês são colocados sobre as cadeiras.

Pais de dezenas de crianças que são atendidas no Hospital da Criança da Zona Leste, também conhecido como "Joãozinho", denunciam a falta de estrutura da unidade para atender quem chega no local. Sem leitos, muitas vezes os pais esperam com filhos por mais de 12h para abrir vaga em um leito. Enquanto isso não acontecem, eles ficam nas salas de observação sentados, ainda que a criança esteja tomando medicamentos como soro.

A universitária Jéssica de Souza Andrade, 20, é mãe da pequena Sophia, de apenas cinco meses. Ela denuncia que no mês passado levou a bebê ao Joãozinho, mas teve que aguardar por um leito por mais de 16h. A menina estava com sintomas de pneumonia e tomando soro, mas por não haver leitos disponíveis, Jéssica teve que ficar aguardando sentada com a criança no colo. "Passamos a noite em claro aí para dar um pouco de conforto para a minha filha, tive que improvisar uma cama em cima de uma cadeira que nós estávamos", disse a mãe, indignada.

Inconformada com a situação, Jéssica fez uma fotografia onde parecem duas crianças deitadas em cima de uma cadeira e outra em um “bebê conforto”. As crianças estavam em uma das salas de observação esperando serem atendidas. A imagem foi compartilhada em uma rede social, na internet. “A única coisa que disseram pra gente foi que não tinha leito e o jeito era esperar. Eu fiquei de 22h de um dia até às 16h do dia seguinte esperando um lugar para a minha filha ficar”, afirmou a mãe. Segundo a mãe, a criança precisou passar cinco dias internada, com quadro de pneumonia.

Ainda de acordo com Jéssica, é comum os corredores do Joãozinho ficarem lotados de crianças, por falta de leitos.

A dona de casa Rosilene Souza da Silva, 32, também reclamou da falta de estrutura do hospital. “Quando a criança espera na cadeira é bom. Pior é quando a mãe tem que esperar em pé, com a criança no colo, tomando medicamento”, disse a mulher, ressaltando que isso é comum acontecer na unidade.

Outro problema apontado por ela seria a falta de treinamento dos médicos, que as vezes liberam as crianças sem realizar exames específicos. "Ontem (sexta-feira) eu vim aqui com a milha filha e o médico disse que era apenas uma virose e mandou voltarmos pra casa. Ela não melhorou. Agora o médico disse que ela pode estar com pneumonia. Isso é um absurdo", reclamou.

Pane no sistema de refrigeração

Em fevereiro de 2010, uma pane no sistema de refrigeração do Pronto-Socorro infantil, o “Joãozinho”, causou um princípio de confusão. À época, mães de pacientes internados disseram que as crianças atendidas estariam sendo submetidas a um calor insuportável, que prejudicaria seu tratamento.

Registro

A imagem acima foi feita pela mãe de um dos pacientes bebês, que ficou por 12 horas esperando para ser atendida, assim como outras mães que estavam com seus filhos. Sem resposta A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), mas até o momento não obteve resposta sobre a situação.

Fonte: A Crítica

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