FBI informa que pesquisador conseguiu invadir sistema de aeronave em voo

O agente do FBI Mark Hurley descreveu nesta segunda-feira uma entrevista com Chris Roberts em 15 de abril no aeroporto de Syracuse, nos EUA, logo depois de ele ter sido detido em um voo da United Airlines por causa de um tweet suspeito. Roberts, no Twitter, sugeriu ser capaz de fazer cair as máscaras de oxigênio da cabine de passageiros apenas hackeando uma caixa eletrônica situada embaixo de seu assento.


De acordo com a “CNET”, Hurley diz que Roberts “hackeou o avião por meio do sistema de entretenimento a bordo. Ele afirmou que, em seguida, que substituiu código no Thrust Management Computer (computador de genreciamento de empuxo) enquanto a bordo de um vôo. 

Ele disse que comandou com sucesso o sistema que tinha acessado, de modo a emitir o comando “climb”, que faz o avião subir.

Ele afirmou que, assim, causou que um dos motores do avião “subisse”, resultando em um movimento lateral da aeronave durante um desses voos. Ele também afirmou ter usado o software Vortex após ter comprometido e hackeado as redes digitais da aeronave. Ele usou o software para monitorar o tráfego a partir do sistema do cockpit”.

Roberts, no entanto, nega a alegação específica de que hackeou aquele vôo da United.

No entanto, ele admitiu à “Wired” que já se infiltrou em redes durante o voo em torno de 15 vezes, unicamente para fins de observação. A declaração disse que a última vez que ele havia acessado o sistema de entretenimento a bordo de uma aeronave tinha sido em alguma ocasião “em meados de 2014”. Cada incidente supostamente envolveu assentos com um monitor de vídeo na parte de trás dos assentos logo à frente.

Quanto à sugestão do FBI de que ele fez um avião voar para o lado, Roberts disse à “Wired” que “os federais destacaram um parágrafo dentre uma série de discussões e muitas reuniões e notas, tendo apenas escolhido um em oposição a muitos outros”.

O depoimento afirma que, em suas discussões com o FBI, Roberts “informou que ele havia identificado as vulnerabilidades no sistema IFE (In-Flight Entertainment) em aviões Boeing 737-800, 737-900, 757-200 e Airbus A320”.

Fonte: O Globo

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