Ipu (CE): Mulher quer ligação de água, mas sem paciência, entra em atrito com diretor do SAAE

Na manhã desta terça-feria (12), um vídeo circulou nas redes sociais onde uma senhora de nome Claudiana, residente no bairro do Corte na cidade Ipu, procurou um radialista do programa de oposição para relatar um desentendimento com o Diretor do SAAE de Ipu, Elisafran Mororó.

No vídeo, Claudiana conta que foi a Receita Federal e lá recebeu um papel para levar ao SAAE. Quando chegou, ela conta que foi solicitado a ela que levasse o papel para o diretor do SAAE assinar.

Claudiana disse que entregou o papel ao Diretor do SAAE para ser assinado autorizando a ligação da água, mas foi informada que o SAAE não estava realizando ligação de água.

Ainda segundo Claudiana, ela perguntou com quem poderia falar para fazer a ligação de sua água e foi informada que ninguém estava realizando ligação de água.

Em seguida, sem mencionar quaisquer motivos para um desentendimento entre os dois, ela conta que o Diretor do SAAE teria começado a lhe agredir com palavrões de baixo calão.

Segundo Claudiana e pelas imagens do vídeo, mesmo depois de ter sido agredida com palavrões, ela ainda disse que argumentou, tranquilamente, dizendo que o SAAE estava realizando ligações de água e que ela teria visto o trabalho sendo feito na casa de um tio dela. E novamente, Claudiana disse que ouvi mais palavrões do Diretor do SAAE.

Fazendo o papel de vítima, ela disse que chegou ao SAAE chorando, chegou a Receita Federal chorando, e disse que ainda teria dito ao Diretor do SAAE ser uma pessoa humilde e teria ouvido dele que o mesmo não teria nada a ver com a pobreza dela.

Claudiana ainda conta que se ela fosse rica, eles teriam atendido ela bem. Ela disse que outras pessoas presenciaram os palavrões.

Em nenhum momento, Dona Claudiana relata que também tivesse agredido o senhor Elisafran Mororó com palavrões, como se tivesse sido agredida gratuitamente.

Assista o relato da Dona Claudiana


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Gravado pelo radialista do Programa de Oposição (FD), Edivanir Lopes
(Vídeo na íntegra, incluindo os palavrões)

Agora o outro lado da história

O ditado mais certo que existe é: O primeiro que fala sempre tem a razão, mas somente até o segundo falar, porque depois, o a razão do primeiro acaba ou diminui.

Elisafran Mororó foi procurado pelo radialista Adriano Pereira que trabalha na emissora de oposição e contou a sua versão dos fatos.

Segundo o radialista, o Diretor do SAAE disse que realmente aconteceu um atrito entre ele e Dona Claudiana. Disse que ela chegou pedindo uma "religação", mas após analisar o caso, ele descobriu trata-se de uma "ligação", e não de uma "religação", como ela informou no vídeo acima.

Entenda a situação: para uma "religação", não é necessário um novo "hidrômetro", pois somente o fornecimento foi cortado. Mas no caso de "ligação" faz-se necessário a colocação de um novo "hidrômetro", pois é preciso ser feito todo o trabalho de instalação.

O Diretor do SAAE pediu que Claudiana fosse realizar os procedimentos necessários para uma nova "ligação", onde segundo a lei determina, é necessário uma vistoria na casa para saber se a mesma atende as necessidades específicas.

Claudiana realizou os procedimentos necessários e após a vistoria, dias após, ela retornou para falar com o Diretor do SAAE que lhe informou que ela teria que esperar alguns dias, pois, no momento, o município encontra-se sem "hidrômetro" para a realização de novas ligações. A licitação já foi feita, a empresa já foi contratada, e nos próximos dias, novos hidrômetros serão entregues ao município. (Confira a Licitação Clicando Aqui).

Claudiana disse que Elisafran estaria mentindo, pois só não ligava a água dela por ela ser pobre, mas o Diretor disse que não trabalha fazendo distinção entre pobre e rico, que estava ali para trabalhar, mas não podia fazer a ligação da casa dela, por falta de hidrômetro (chamado também de relógio).

Segundo Elisafran, sem paciência e sem compreensão pela falta de hidrômetro, Claudiana se alterou com ele e os dois acabaram entrando em atrito, em uma discussão verbal, com agressões mutuas, através de palavrões.

O Diretor do SAAE, Elisafran Mororó disse que outras pessoas presenciaram o fato.

Ouça a seguir os relatos do radialista que falou com o diretor do SAAE


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Gravado pelo radialista do Programa de Oposição, Adriano Pereira
(Áudio foi editado para retirada dos palavrões e a opinião do radialista)

O fato é que em muitos dos casos, as pessoas acham que um servidor público é "sua propriedade", com o pensar de que "se é público é meu". Mas não é bem assim, pois destruir um bem público é crime. Da mesma forma, desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela é crime onde a pena é detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.

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