Jihadistas acusam alto escalão do EI de fazer nepotismo em lista de suicidas

Nepotismo e demagogia são problemas encarados em todo o mundo por diversas formas de governo e organizações, mas agora até o Estado islâmico gerou queixas. 

Jihadistas que querem se explodir em missões suicidas em nome da jihad estão acusando membros da liderança de facilitar a colocação do nome de parentes e amigos na lista de recrutas para atentados.

Após o jihadista britânico Abu Sammyh al-Britani (Kabir Ahmed) reclamar de que nem todos estariam conseguindo completar o martírio — ele teria se explodido no ano passado, no Iraque —, um pregador russo condenou uma suposta demagogia. Em um artigo divulgado por vários simpatizantes da jihad no Cáucaso do Norte, Kamil Abu Sultan al-Daghestani acusou lideranças sauditas no Iraque de atrapalharem o processo geral.

LONGA FILA DE ESPERA

No texto “Corrupção no Estado Islâmico”, ele reclama após um vetarano militante checheno contar sobre conexões. Suposto chefe do batalhão de Yarmouk, na Síria, Akhmad al-Shishani (Chatayev) disse ao pregador que a lista para se explodir no país está tão grande que os jihadistas estão sendo mortos em campos de batalha antes mesmo de conseguirem ser incumbidos de missões.

As conexões pessoais seriam a única maneira de conseguir chegar ao martírio nos últimos tempos, constatou um outro jihadista ouvido pelo pregador.

“Estes sauditas já costuraram tudo. Não deixam ninguém na lista, botam os próprios parentes na frente da fila com suas conexões”, acusa al-Daghestani.

Um guia do EI em inglês descreve o martírio como uma das opções após o processo de treinamento básico ser completado. O grupo admite que há uma fila de espera, mas também recompensas.

“Os lutadores ganharão dinheiro, e com ele poderão comprar armas, cintos explosivos ou até sorvetes nos shoppings quando estiverem fora da batalha, na cidade.”

Fonte: Mirror

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