'Jornal Extra' tenta apunhalar o governo, mas acaba matando o jornalismo a facadas

No Brasil virou mania em toda tragédia culpar o governo!

O jornal Extra matou o jornalismo a facadas com a capa que transformou o assassino do médico Jaime Gold em vítima de duas tragédias anteriores, como se as supostas faltas de "família" e "escola" fossem as verdadeiras responsáveis pelo crime e equivalessem a um assassinato.

Para o Extra, a escola era a "outra barreira de proteção do menor" assassino, que, no entanto, "também desistiu dele". O jornal, na prática, legitima moralmente o crime.

Detalhes:

- O bandido morava num apartamento do Minha Casa Minha Vida, supostamente responsável por melhorias sociais.
- A família que o Extra diz tê-lo abandonado era a dona do apartamento e recebia Bolsa-Família.
- Ele frequentava um Ciep, onde tinha atividades e estudava de graça.
- Lutava judô gratuitamente também.

Tudo com o dinheiro dos nossos impostos.

Ok! Devemos concluir que todos esses projetos do governo não servem para estruturar a vida de uma pessoa, certo?

Se você pensa igual ao jornal Extra, então deixa eu te apresentar ou lembrar os casos de:

- Suzane Von Richthofen, que estudou no Colégio Humboldt, cursou Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e tinha pais comprovadamente esmerados em sua educação, até decidir matá-los a golpes de barra de ferro, em parceria com o namorado rejeitado por eles e o irmão do dito-cujo.

- Guilherme de Pádua, então ator da maior emissora de TV do país quando decidiu apunhalar até a morte a atriz Daniella Perez, seu par romântico na novela. Os pais do ex-ator que ganhou bolsa na PUC Minas após cumprir pouco menos de 7 anos de prisão "sofreram demais" com o crime, segundo ele próprio.

Em ambos os casos, como em milhares de outros, tratavam-se de assassinos...

- COM FAMÍLIA
- COM ESCOLA

...que, assim como o de Jaime Gold, fizeram uma escolha (i)moral pela qual têm de ser responsabilizados.

Apresento ainda:

- O caso da menina de 12 anos estuprada neste mesmo mês NA ESCOLA Estadual Leonor Quadros, no Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo, por TRÊS ALUNOS DA MESMA ESCOLA.

O Extra também vai lamentar que ela "desista" deles?

Sem falar nos inúmeros casos de pobres que venceram na vida, apesar de todas as dificuldades, como o campeão da matemática Ricardo Oliveira, filho de lavradores do interior do Ceará e portador de uma doença rara; ou Thompson Vitor Marinho, filho de pasteleiro e catadora, que passou em 1º lugar em ESCOLA FEDERAL estudando com livros que a mãe TRAZIA DO LIXÃO.

Lá mesmo, onde deveria estar – mas felizmente não estava – essa edição do Extra.

Texto base de Felipe Moura Brasil

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