Mais Médicos: Vagas restantes são preenchidas com brasileiros formados no exterior

Ministério da Saúde diz que 387 vagas remanescentes foram completadas. Vagas para estrangeiros não serão abertas; disse ministro Arthur Chioro.

O Ministério da Saúde preencheu as 387 vagas remanescentes do programa Mais Médicos com profissionais brasileiros formados no exterior, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, na manhã desta quinta-feira (14) em Brasília. O número representa 100% da demanda atendida, informou.

Todas as 4.139 vagas preenchidas nas três primeiras chamadas de 2015 do programa foram ocupadas por profissionais brasileiros. Com isso, nenhum médico estrangeiro será chamado para integrar o programa, disse Chioro. “Foi um resultado excelente.”

No dia 10 de abril, 286 vagas remanescentes foram abertas para médicos brasileiros formados no exterior – o número acabou aumentando para 387 vagas.

Segundo a pasta, os médicos selecionados neste ano atuarão em 1.449 municípios e 34 distritos indígenas. O número representa mais do que o dobro de profissionais brasileiros já inscritos no programa nas cinco etapas anteriores, realizadas desde julho de 2013.

O Mais Médicos tem como objetivo levar médicos brasileiros e estrangeiros a áreas pobres, com deficiência no atendimento e mais remotas do país. A previsão do governo com o programa é chegar a 18.247 médicos em 4.058 municípios, cobrindo 63 milhões de pessoas.

Perfil

Dos 3.752 novos profissionais brasileiros do Mais Médicos formados no país, 68% optaram pelos benefícios do Provab e 32% optaram pelos benefícios do programa. Ao todo, a região Norte vai receber 389 novos médicos; Nordeste, 1807; Sudeste, 1.024; Sul, 523; e a Centro-Oeste, 396.

Eles passarão por período de acolhimento durante três semanas em Brasília – entre 5 e 26 de junho – e depois durante uma semana nos locais escolhidos – de 27 de junho a 3 de julho. A previsão é que comecem a atuar a partir de 6 de julho.

Próximas etapas

Os próximos editais para a reposição de vagas do Mais Médicos em decorrência de desligamentos deverão ser lançados em julho, outubro e janeiro do ano que vem. O ministério ainda não sabe quantas serão abertas. A ordem de adesão seguirá a mesma lógica de editais anteriores, com brasileiros tendo preferência.

O ministro negou que haja insatisfação e muitas desistências entre participantes do programa.”Para nós é muito importante criar esse ciclo de reposição porque há saídas naturais. É muito pequena a taxa se a gente compara a dinâmica de contratação de médicos em qualquer prefeitura. É um programa de muita estabilidade.”

Chioro ainda afirmou que espera que os médicos brasileiros se fixem no interior do país com maior regularidade ao longo dos meses. “Sabemos que muitos vão se encontrar na saúde da família.”

Fonte: O Globo

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