Bala Juquinha já está em falta nas lojas do Rio, mas volta ao mercado em agosto

O anúncio do fechamento da fábrica das balas Juquinha, em Santo André (SP), em março deste ano, e seu consequente desaparecimento das prateleiras do Rio têm deixado os consumidores desapontados. 

Alguns, que compravam o doce desde a infância, até se mobilizaram nas redes sociais, numa campanha pela continuidade da produção. Para eles, uma boa notícia: as guloseimas voltam ao mercado em agosto. É o que afirmou, ao "Globo" uma fonte próxima ao comprador da fórmula da guloseima criada em 1945 e que ganhou fama em todo o país. 

Um empresário carioca do ramo de doces e à frente de um negócio do setor localizado em Madureira, Zona Norte do Rio, é o novo dono do segredo do sabor das balinhas.

A produção deverá ser retomada dentro de um mês, segundo essa mesma fonte. O empresário que assumiu a receita da Juquinha, e que toca seu negócio ao lado do filho, ainda não concluiu as negociações para definir quem passará a fabricar as balas.

— A produção será feita em São Paulo, pois o Rio não tem parque fabril para fazer as balas — afirma a fonte. — O centro de distribuição dos produtos, contudo, ficará em Madureira, aproveitando as instalações já disponíveis. Uma novidade será a ampliação da gama de produtos com a marca Juquinha, ainda em estudo. Famosas nas barraquinhas de portas de escolas e festas infantis desde a década de 80, a bala, que foi usada até como troco na época da inflação descontrolada e chegou a ser exportada para 46 países.

Numa ronda feita pelo EXTRA, na segunda-feira, em lojas de Engenho de Dentro, Quintino e Madureira, na Zona Norte, só a União das Fábricas Comércio e Representação de Balas e Doces Ltda (UFA), tinha o produto.

Mesmo assim, em pouquíssima quantidade. No estoque, havia apenas cinco caixas com 16 pacotes de 700 gramas cada. A notícia do fechamento, segundo os lojistas, teria sido dada pelos próprios vendedores da marca. Na loja de doces Junimar, no Engenho de Dentro, o produto está em falta há dois meses.

— Cerca de cinquenta clientes passam por aqui todos os dias, em busca da Juquinha — diz o gerente José de Matos, de 49 anos.

O químico Max Bandeira, de 43 anos, lamentou a ausência da bala nas prateleiras:

— É uma pena, pois fez parte da minha infância.

As estudantes de Farmácia Rhaíza Ciricola, de 19 anos, e Camila Rodrigues, de 18, fazem coro.

— A Juquinha foi um marco, tipo o biscoito Globo. Não pode acabar — afirma Camila.

Fonte: Extra

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