Ipu (CE): Família Mororó completará 190 anos, no próximo mês de julho

Gonçalo Ignácio de Loiola Albuquerque Melo nasceu no dia 24 de julho de 1778 na Fazenda Santa Bárbara, distante 25 quilômetros da cidade de Sobral, em um povoado conhecido na época por Riacho dos Guimarães, atual cidade de Groaíras, que está localizado na região Noroeste do Estado do Ceará, a 220 quilômetros da cidade Fortaleza.

Filho de Felix José de Sousa e Oliveira (nascido no estado de Rio Grande do Norte) e de Teodásia Maria de Jesus Madeira (filha de português casado com um Albuquerque (de Pernambuco). O seu nome era uma homenagem ao sobrenome de sua avó materna. Os demais irmãos de Gonçalo Ignácio tinham Sousa e Oliveira como sobrenome.

Depois do seu nascimento, seguindo os costumes da confissão religiosa de seus pais, recebeu o sacramento do batismo das mão do Pe. Domingos Francisco Braga, na Capela de Nossa Srª do Rosário de Guimarães, no dia 15 de setembro.

Gonçalo ficou conhecido pela alcunha de "Padre Mororó" pelo fato de que, em diálogo com Bárbara Pereira de Alencar, heroína cearense, disse: “Dona Bárbara, em minha terra, a madeira que verga, mas não quebra, é o mororó, e de hoje por diante esse será o meu nome". (BARROS LEAL, 1996: p. 58).

Padre Mororó iniciou seus estudos no interior do Ceará partindo aos 22 anos para Pernambuco, onde se matriculou no curso de Teologia. Ordenou-se sacerdote em 1802 no Seminário de Olinda que seguia orientação iluminista e com influência na formação de ideias antiabsolutistas numa geração de jovens. No seminário teve como colegas Frei Caneca, Padre Miguelinho e Padre João Ribeiro. Exerceu a atividade religiosa em várias cidades do interior do Ceará, onde chegou a pregar contra a Revolução de 1817. Aos poucos, porém, começou a ter contato com as ideias liberais, graças à leitura do jornal Correio Braziliense.

Quando soube da notícia do fechamento da Constituinte de 1823, Padre Mororó liderou o repúdio de Quixeramobim ao autoritarismo do D. Pedro I. Formou-se, então, o movimento que culminaria na Confederação do Equador. Utilizou-se como veículo de comunicação dessas ideias o Diário do Governo do Ceará, o primeiro jornal publicado no estado, cuja redação e direção coube ao Pe. Gonçalo Inácio de Albuquerque (Padre Mororó). Em pouco tempo o jornal deixou a condição natural de porta voz do governo para transformar-se em peça de artilharia da campanha por um nordeste independente e que posteriormente se passasse para todo o Brasil.

Quando ele estava exercendo sua atividade religiosa como padre na cidade Guaraciaba do Note, no Ceará, levou para que o ajudasse nos trabalhos da igreja, dois familiares dele, um primo e um sobrinho. Eles sabiam que o Padre era o então "Padre Mororó". Só que o governo ao descobrir que ele era um dos que manifestava suas crônicas contra o então governo no Jornal correio Brasiliense, mandou que ele fosse capturado.

Com o fracasso do movimento, foi preso e condenado à morte pela forca. Entretanto, a pena foi convertida em fuzilamento, já que ninguém se prontificou a exercer a vil tarefa de ser o carrasco. Assim, Padre Mororó foi executado no antigo Campo dos Mártires, hoje chamado Praça dos Mártires ou Passeio Público.

Em um ato ainda mais histórico o então fuzilamento de Padre Mororó passou para a história como o "único" homem condenado a forca que não quis, sob hipótese alguma, ser amarrado ou encapuzado, ao receber o tecido vermelho que colocavam como alvo, o mesmo falou que não precisaria pois os seus braços, em forma de X, seria de alvo e pediu pra que não errassem o alvo, pois ele não queria sofrer. As balas certeiras fizeram cair junto com o corpo do Padre Mororó, três de seus dedos que o projétil acertou.

Após sua morte seus dois parentes que o ajudavam na igreja em Guaraciaba do Norte, iniciaram a Família Mororó, aonde hoje temos Mororós fazendo história no Mundo todo. Eles casaram-se e passaram então a batizar seus filhos e no final de cada nome, o que antes era "pseudônimo", passou a ser então sobrenome.

Nome de um filho do sobrinho ou primo do Padre Mororó deveria se chamar: José de Sousa Oliveira, mas o "Oliveira" foi substituído por "Mororó". Assim iniciou-se a Família Mororó.

Após 190 anos da morte do mártir familiar, morto aos 51 anos no dia 30 de Abril de 1825, uma boa parte da família, orgulhosos em serem descendentes deste grande mártir religioso, estarão reunidos na cidade de Ipu, aonde o primeiro Mororó foi registrado para fazermos o grande "Encontra da Família Mororó".

Acontecerá uma missa, no dia 25 de julho de 2015, em homenagem ao Padre Mororó e a todos os familiares, seguido de um encontro no Grêmio de Ipunse, aonde será feito a leitura da vida e morte de Padre Mororó, a entrega de comendas para os representantes de cada linhagem, um jantar, e após isso, uma festa dançante. Na ocasião será entregue um livro genealógico e apresentado à todos o brasão da Família Mororó.

A cidade de Ipu passará a ter, naquele dia, o maior e mais emocionante encontro de Famílias da História do Ceará.

Para participar o membro da família deve adquirir uma camisa, pois o acesso ao encontro só acontecerá para quem estiver trajado com a camisa que serve como exibível.

Sobre o Brasão

1. A cruz ao alto representando o Padre Mororó e nossa religiosidade.

2. Ao centro, o escudo de vermelho, cor do sangue derramado por Padre Mororó, com os símbolos das duas famílias que se fundiram e deram origem a Família Mororó, representada pelo arbusto de Mororó, logo abaixo e pegando maior espaço.

3. Os leões amarelo de ouro representando nossas riquezas, nossa fortaleza e coragem diante dos desafios encontrados.

O Brasão foi criado recentemente pela Família Mororó
Arte : Francisco Magalhães
Detalhes: Coronel Mauro Mororó, Ticyano Mororó e Soraya Mororó

Neste ano de 2015 faz 190 anos da morte do primeiro Mororó registrado no mundo. O então "Padre Mororó".

Contato para adquirir a camisa
sorayamororo@hotmail.com
88.99968.1194 (TIM)

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