Lula: "Os brasileiros já não acreditam nas publicações mentirosas"

Durante a abertura oficial do 5º Congresso do PT, que ocorreu em Salvador (BA), na semana passada, o ex-presidente Lula atacou as mentiras criadas pela mídia: "há 10 anos, jornalistas anunciam a morte do PT", mas rebateu: "nós estamos aqui para mostrar que o PT continua vivo e muito preparado para novos rumos.

Lula disse que o PT está "machucado sim, mas vivo. De cabeça erguida. Na perspectiva de construir um país muito melhor."

Sobre a mídia que tanto cria e otimiza crises e diversas mentiras contra o PT, de forma tão exagerada que os brasileiros já não acreditam nas publicações mentirosas, Lula lembrou que a mídia é o setor da economia que mais dispensa trabalhadores e citou o número de demissões na Folha, no Estadão, na Band e na Editora Abril.

"Essa editora que publica a revista mais sórdida deste país teve que entregar parte do seu prédio e vender mais de 20 títulos. Parece que as pessoas não querem ler as mentiras que eles publicam. Essas empresas não são capazes de administrar suas próprias crises", disse o ex-presidente que é alvo constante das mentiras criadas pelas revistas.

"Neste mês de junho, completam-se 10 anos que a imprensa começou a decretar a morte do PT. No dia 19 de junho de 2005, uma revista que era considerada muito importante naquele tempo publicou na capa um desenho do meu rosto se esfarelando, depois fez uma capa com uma estrela do PT se partindo em pedaços. O que aconteceu foi que um ano depois nós vencemos nas urnas e eu fui eleito para o segundo mandato como presidente da República", lembrou Lula.

Lula ainda falou sobre as artimanhas frustadas das revistas contra o PT: "Em 2007, um jornalista escreveu um artigo chamado "O Futuro do PT" dizendo que o partido estava mortalmente ferido pelo mensalão. O que aconteceu foi que em 2010 elegemos Dilma presidente e o PT fez as maiores bancadas do Congresso. Em 2013, voltaram a escrever que o PT tinha acabado. Em maio de 2014, um blogueiro falastrão escreveu que o PT começou a morrer. O que aconteceu é que cinco meses depois nós vencemos nas urnas mais uma vez, com Dilma presidente e cinco governadores de Estado."

"Nossos adversários não se conformam com a quarta derrota, tanto que demoraram alguns meses para entender que perderam", completou.

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