Menina de 8 anos decide cortar o cabelo para doar a pacientes com câncer

Foi um choque para todas as crianças da turma do 1º ano do Centro Educacional Orion, de Bangu, quando uma menininha de apenas 6 anos foi diagnosticada com câncer no cérebro, em 2013. 

A notícia mexeu com todo mundo — e, naquele dia, Eduarda Pinheiro, hoje com 8 anos, chorou nos braços do pai.

A notícia triste ensinou que ela, tão jovem, já tinha condições de ajudar quem precisasse. O belo cabelão, aprendeu com os pais, poderia ser dividido com os pacientes que ficavam carequinhas por causa da doença. O resultado: já doou duas vezes, a última nessa semana.

— A minha amiguinha ficou com câncer e eu fiquei com pena dela. Então, decidi que ia doar. Daquela vez meu cabelo estava grandão até aqui (aponta para a cintura). Agora estava até menorzinho, mas já ajuda — explica Eduarda.

Os pais são puro orgulho da menina. O empresário Eduardo Souza da Silva, de 35 anos, conta que ela puxou o lado emotivo dele. Já a técnica de radiologia Vanielli Pinheiro Nunes, de 28 anos, baba sobre a cria de cabelo cortado na altura dos ombros e franjinha modelada.

— Essa vontade de ajudar partiu dela. Dessa vez que foi cortar o cabelo, já falou: “Pai, a gente pode doar de novo, né?” — lembra Eduardo.

A coleguinha que ficou doente em 2013 está se recuperando. Ainda carequinha, ela ficou dois anos afastada da escola e está voltando aos poucos neste ano.

O cabelo de Eduarda não foi para a menina — já que a família dela preferiu adotar acessórios como bonezinhos em vez de peruca. 


Uma amiga de Vanielli entregou a primeira doação em uma instituição que faz perucas. Agora, outra pessoa fará a mesma coisa. 

Os pais de Eduarda — e as pessoas que estiverem lendo essa reportagem com vontade de mudar o visual e fazer o bem a quem está precisando — poderiam procurar diretamente instituições especializadas que fazem esse trabalho.

No Rio, a Fundação Laço Rosa recebe doações em pontos específicos como em alguns polos do Instituto Embelleze (veja no site www.institutoembelleze.com.br), no Estúdio Mix Carolina Ayrão (Estrada da Barra da Tijuca, 1636, loja k, boco A) e nos espaços Juliana Paes — se a pessoa cortar o cabelo lá —, em Niterói, Angra dos Reis, Volta Redonda e Barra da Tijuca.

— A gente não conversa diariamente sobre isso. É igual doação de sangue. Ajuda tanto — defende Eduardo.

Fonte: Extra

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