Menino de 2 anos morre após pais passarem metanol em sua pele

Uma criança de dois anos morreu depois que seus pais passaram álcool industrial em sua pele para tratar uma febre. 

O menino, Xiao Dong, ficou doente no fim de semana, em sua casa, situada em Dongguan, na província central de Guangdong, na China. 

Para diminuir a febre, seu pai, de sobrenome Chang, usou álcool industrial para limpar as axilas de Xiao, mas ele desmaiou logo após o procedimento.

O portal South China Morning Post relata que os pais levaram o menino para o hospital pediátrico de Shenzhen, rapidamente.

"Quando os pais chegaram ao hospital, eles não sabiam que era o álcool que tinha causado isso. Eles pensaram que era a febre que tinha feito a criança perder a consciência”, disse o médico Ma Weike.

Apesar de horas de tratamento médico, Xiao morreu por conta de envenenamento por metanol, no dia seguinte.

Segundo os médicos, os pais acreditavam que o álcool poderia ser usado para baixar a temperatura do corpo, mas não perceberam que uma dosagem alta, como a utilizada - o médico estima que um litro de álcool industrial foi utilizado - poderia ser fatal.

O que é o metanol?


É um importante solvente industrial, utilizado na fabricação de diversos produtos ou processos. Também chamado de álcool metílico, é criticado por ambientalistas por ser muito tóxico para o meio ambiente.

Comparado com animais, humanos são muito mais sensíveis aos efeitos tóxicos do metanol. De todos os álcoois, o metanol é considerado o mais grave em termos de envenenamento para o ser humano. A intoxicação se dá com quantidades que variam de 20 ml a 30 ml.

Os efeitos inicias são: dor de cabeça, náuseas, vômitos e, em casos mais graves, morte.

Antigamente, pacientes intoxicados com metanol eram tratados com bastante uísque. Isso ocorria porque o álcool etílico tem uma grande afinidade com a enzima que oxida o metanol (álcool-desidrogenase), sendo que os dois (metanol e etanol) são oxidados por ela, ocorrendo inibição por competição. Além disso, o álcool etílico se liga rapidamente ao ácido fórmico, principal metabólito do metanol, o que facilita sua excreção.

Atualmente, a técnica está em desuso, sendo substituída pelo medicamento fomepizol.

Fonte: Jornal Ciência 

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