Mulher devorada por leão na África do Sul trabalhou na série Game of Thrones

Uma turista americana de 22 anos foi morta, nesta segunda (1º), por um leão branco enquanto fazia um safári no Gauteng Lion Park, em Johanesburgo, na África do Sul.

Uma outra pessoa ficou gravemente ferida. As informações são do Daily Mail desta manhã, a vítima foi identificada como Kate Chappell. Ela trabalhava como especialista de efeitos visuais na série de TV Game of Thrones, segundo informações do New York Daily News.

A irmã de Kate Chappell confirmou a morte em sua conta no Facebook. "Katie era uma mulher brilhante, aventureira e sempre de alto astral. Sua energia e paixão não pôde ser contida por meros continentes e oceanos. Ela era muito querida e compartilhou seu amor para com a vida com aqueles que ela conheceu", escreveu.

A página de Chappel no IMDB, portal especializado em cinema e séries de TV, aponta que ela trabalhou como especialista em efeitos visuais em diversos programas de sucesso, inclusive a série Game of Thrones e The Children, que ganhou o prêmio Emmy de Melhores Efeitos Visuais em 2015.


Ela também trabalhou em filmes como Noah, Capitão América: Soldado Invernal, Divergente e A Vida Secreta de Walter Mitty, entre outros.

Chappel, que morava no Canadá, postou diversas fotos de sua viagem à África do Sul na rede de compartilhamento de imagens Instagram.

Ela estava sentada no banco do passageiro com um guia turístico dirigindo pelo parque turístico. O local permite que os leões circulem livremente e guias e visitantes podem entrar na área com seus próprios carros. Ela deixou a janela aberta e não teve chance de se defender quando foi atacada. A leoa a puxou para fora do carro. É a terceira ocorrência desse tipo no país neste ano.

Já o guia Pierre Potgieter, de 66 anos, dirigia o veículo no momento do ataque e tentou golpear o leão quando ele entrou no carro. Ele sofreu um ataque do coração e alguns arranhões e atualmente está internado.

Autoridades do parque afirmaram que a leoa não será sacrificada, apenas transferida para outro local não aberto a turistas. Já a área onde aconteceu o ataque será fechada ao público durante a investigação, mas o resto do parque estará aberto.

Um funcionário do parque contou que o leoa estava muito próximo do carro, ao puxar a americana. — Testemunhas disseram que viram os turistas tirarem fotos do leoa a 1 m de distância, então o leoa se lançou para o carro e mordeu a moça pela janela.

A mulher foi arrastada para fora da janela do veículo. Os visitantes do parque são fortemente aconselhados por funcionários para manter as janelas fechadas. O gerente disse que não entende como esse alerta não é obedecido.

O local por sua vez foi acusado de realizar a chamada "caça enlatada", ilegal, em que os leões são criados em fazendas apenas para serem apresentados aos turistas e para serem caçados em troca de um troféu. O parque refutou a acusação.

No local, filhotes também podem ser acariciados pelas pessoas. Há um espaço para acampamento, em área reservada onde podem ser realizadas festas de aniversário para crianças.

Um visitante do parque enviou no ano passado um vídeo para o YouTube, no qual um leão consegue abrir a porta de um carro. Dois dias depois do ataque ao australiano Smith, uma menina de 13 anos moradora de uma comunidade vizinha foi atacada por um leopardo enquanto andava de bicicleta pelos jardins.

Em dezembro de 2013, o ex-jogador de rúgbi Brett Tucker e sua família foram atacados por um leão no mesmo parque. O pai de Tucker sofreu ferimentos leves. O parque tem 85 leões, entre os quais espécies raras de leões brancos e outros animais, como avestruzes e girafas.

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