Vice-presidente da Fifa desviou mais de R$ 2 milhões das vítimas de terremoto no Haiti

Os escândalos de corrupção envolvendo membro da Fifa ganham novos capítulos a cada dia. 

Segundo informação publicada nesta terça-feira (9) pelo jornal O Estado de S. Paulo, Jack Warner, vice-presidente da entidade até o ano de 2011, é o principal suspeito de ter desviado mais de R$ 2 milhões doados para as vítimas do terremoto no Haiti, tragédia esta que afetou 3 milhões de pessoas e deixou mais de 200 mil mortos.

Em janeiro de 2010, quando o terremoto assolou o Haiti, a Fifa anunciou o envio de 250 mil dólares para ajudar as vítimas e, principalmente, o futebol local, também afetado pelo desastre natural. A doação foi completada por parceiros sul-coreanos, que chegaram a um montante de US$ 1 milhão.

O dinheiro arrecadado, que serviria para revitalizar a Federação de Futebol do país, totalmente destruída pelo terremoto, e auxiliar algumas equipes e projetos sociais, contudo, acabou sendo desviado pelos cartolas locais, sendo que US$ 750 mil ficou com Warner, então presidente da Confederação de Futebol da América do Norte e América Central, responsável pelo Haiti.

De acordo com a investigação do FBI, detalhada pelo jornal paulista, o dinheiro foi enviado a contas pessoais de Warner. "Os recursos foram colocados sob a direção de Warner e, ao final, colocados para seu uso pessoal", indicou o Departamento de Justiça dos EUA.

Acusado de desvio das doações desde 2012, Warner chegou a produzir um informe que suspostamente mostraria o uso do dinheiro em favor do Haiti. A Federação Haitiana de Futebol, no entanto, contestou todos os dados, alegando ter recebido apenas 5 mil de dólares para o tratamento médico de um dos seus dirigentes.

Livre da prisão


Ex-presidente da Concacaf, o dirigente se entregou no fim do mês passado à polícia de Trinidad e Tobago logo após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitar ao país caribenho a sua prisão. Horas depois, contudo, ele foi liberado após pagar fiança de 2,5 milhões de dólares.

Fonte: AFP

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