Complacência Hipócrita: Manifestações contra a corrupção poupará Cunha

As manifestações contra a corrupção previstas para o dia 16 de agosto vão deixar de fora o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Cunha rompeu com o governo após acusação na Lava Jato de ter recebido US$ 5 milhões de propina. Desde então, ele abriu caminho para votar 12 processos em tramitação que pedem o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

"Não vamos para cima do Cunha no dia 16. Ele tem um papel importante. Nosso foco é o impeachment", afirma Carla Zambelli, líder do Nas Ruas e porta-voz da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, em entrevista ao 'Estado de S. Paulo'.

"Amigos, no dia 16 de agosto vamos voltar às ruas não mais para protestar. Agora vamos pedir o impeachment de Dilma, responsável maior por um governo corrupto, mentiroso e incompetente", postou no Facebook o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), líder do PSDB na Câmara, convocando o golpismo nas ruas.

E o objetivo não é acabar com a corrupção? Mas como assim? Tirar Dilma, que não enfrenta nenhum processo por corrupção, e colocar no lugar Eduardo Cunha, que responde por vários processos de corrupção e foi citado na Operação Lava Jato?

Os argumentos não se sustentam, pois a revolta dos "coxinhas' não é contra a corrupção, mas contra a democracia que é motivado por um sentimento de derrota imposta nas urnas e pela vontade da maioria do povo brasileiro que, com crise ou não, escolheu que Dilma fosse a pessoa a comandar o país pelos próximos 4 anos.

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