Dilma veta reajuste do judiciário de 78,5% aprovado por Cunha e Aécio para quebrar o Brasil

O governo publicou nesta terça-feira (22) no "Diário Oficial da União" o veto integral da presidente Dilma Rousseff ao projeto, aprovado pelo Congresso, que previa reajuste de até 78% nos salários dos servidores do Judiciário.

Na justificativa para o veto, a presidente escreveu que o projeto geraria impacto de R$ 25 bilhões para os próximos quatro anos e não indicava de onde sairia a receita. Segundo ela, "um impacto dessa magnitude é contrário aos esforços necessários para o equilíbrio fiscal na gestão de recursos públicos".

Em 30 de junho, o Senado aprovou reajuste que varia de 53% a 78,5%, de acordo com o cargo, a ser pago em seis parcelas até 2017. O governo sempre se posicionou contra o projeto. No último dia 1º o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, havia adiantado que o reajuste era "incompatível" e a tendência era que fosse vetado. No mesmo dia, a presidente classificou a proposta de reajuste de "insustentável".

Segundo o Ministério do Planejamento, o impacto seria de R$ 1,5 bilhão, em 2015; em R$ 5,3 bilhões, em 2016; R$ 8,4 bilhões, em 2017; e R$ 10,5 bilhões, em 2018.

Desde que o Congresso aprovou o reajuste, os servidores do Judiciário fizeram protestos em frente ao Palácio do Planalto, com o objetivo de pressionar a presidente Dilma a não vetar o aumento. A categoria diz que o último reajuste ocorreu em 2006 e que o percentual médio de 59% repõe a inflação acumulada no período.

Novas negociações

A assessoria do Supremo Tribunal Federal (STF) já havia informado nesta terça-feira (21) que a presidente Dilma vetaria o reajuste.

Durante as negociações sobre o aumento do salário dos servidores, o Supremo chegou a propor veto parcial, para suprimir as primeiras parcelas do reajuste médio de 59%, mas a hipótese foi descartada.

O governo propôs ao Judiciário aumento de 21,3%, que já foi proposto aos servidores do Executivo, escalonado entre 2016 e 2019. Os servidores do Judiciário, no entanto, não aceitam a proposta e querem uma nova negociação.

O Supremo deve voltar à mesa de negociações depois da publicação do veto. No STF, não há expectativa de que o Congresso derrube o veto, uma vez que dirigentes do tribunal avaliam que a aprovação ocorreu somente para desgastar Dilma.

Cunha e Aécio  no poder quebrariam o Brasil, em apenas 6 meses, com pauta de 77,4 bilhões (Veja Aqui).

O estilo do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ressentimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), criaram uma combinação explosiva para o País. Segundo levantamento publicado neste sábado (11), a irresponsabilidade fiscal do Congresso Nacional criou despesas adicionais de R$ 77 bilhões para o governo da presidente Dilma Rousseff, até o fim do seu mandato. É mais, por exemplo, do que o superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida), hoje em R$ 66,3 bilhões.

O levantamento feito pelo jornal Estadão listou as três medidas de maior impacto fiscal. O aumento de até 70% dos servidores do Poder Judiciário, que custaria R$ 25,7 bilhões, é a mais grave. A isenção fiscal de PIS e Cofins para o setor de óleo diesel, vem em segundo lugar, com impacto de R$ 13,8 bilhões. Outro fator importante é o reajuste de pensões e aposentadorias pelo índice do salário mínimo, que custaria R$ 3,4 bilhões.

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