Lava Jato: Como os procuradores chegaram até Eduardo Cunha

Após a delação, do também lobista Milton Pascowitch, da Engevix, apareceram nomes de vários políticos, entre eles, o de José Dirceu. Também foi revelado que parte do dinheiro das supostas propinas passaram pelas empresas do outro o lobista, sendo este o Julio Camargo.

Diante das informações, os procuradores da Operação Lava Jato foram até o lobista Júlio Camargo e revelaram que sabiam de nomes que ele estava escondendo e foi ainda que Júlio entregou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-ministro José Dirceu (PT).

Júlio Camargo firmou um acordo com a Justiça em outubro de 2014 onde concordou em revelar detalhes dos esquemas de corrupção na Petrobras, mas estava ocultando os nomes dos políticos envolvidos, sendo ele, por medo de ser prejudicado pelos parlamentares.

Na tarde desta quinta-feira (16), em Curitiba, Júlio disse que foi pressionado pelo presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a pagar de US$ 10.000.000,00 (dez milhões de dólares ou pouco mais de trinta milhões de reais) em propinas para viabilizar dois contratos para a construção de navios-sonda junto à Petrobras. Na ocasião, Cunha teria dito que estava "no comando de 260 deputados", além de ter mostrado certa "agressividade" como forma de intimidação, tudo isso durante a reunião.

"Todo homem que é responsável é obrigado a ter medo e receio. E uma pessoa que age não diretamente, e tem que ameaçar você através de terceiros, já é uma pessoa a quem deve se ter todo cuidado", disse Júlio sobre o presidente da Câmara. (Veja Aqui).

O lobista Júlio Camargo está entre a cruz e a espada

Júlio vinha escondendo nomes de políticos, mas os investigadores mostraram a Camargo que sabiam que ele estava omitindo informações importante para as investigações e lembraram que isso poderia levar ao rompimento do acordo de delação e prejudicar uma possível redução de pena, além de outros benefícios.

O acordo de deleção feito anteriormente com Júlio terá de ser revisto e o lobista terá de prestar novo depoimento onde terá que esclarecer porque omitiu nomes nos depoimentos anteriores. Ele deverá dizer o que falou ao juiz Sérgio Moro, que foi por medo de ser prejudicado pelos envolvidos.

Júlio Camargo trabalhou para fornecedores da Petrobras e afirmou ter pago R$ 137 milhões em propina para o PMDB, o PT e funcionários da estatal.

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