Lava Jato: "Não existem indícios contra Lula"; "A situação de José Dirceu é muito ruim", diz procurador

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima é o principal negociador das delações premiadas da Operação Lava Jato no Paraná. Ele saiu em defesa dos acordos de delação premiada feitas com os réus no processo.

Durante entrevista à 'Folha de S. Paulo', Carlos Fernando diz que a comparação com Joaquim Silvério, feita pela presidente Dilma Rousseff é totalmente infundada 'Como não há [entre delatados da Lava Jato] nem Jesus Cristo nem Tiradentes, não há entre os delatores nem Judas nem Silvério. Porque não vivemos nem na Roma imperial nem nos tempos de Maria Louca. Vivemos na democracia'.

Segundo o procurador, a delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, desmonta a tese de advogados de que prisões preventivas viraram instrumento de coação.

Sobre às suspeitas contra o ex-presidente Lula, Carlos Fernando disse que não existem indícios suficientes para investigá-lo: "A princípio, nenhum colaborador ou análise indica que as palestras dele não foram prestadas. O fato de estar na lista de prestadores não caracteriza crime".

Para o procurador, Lula recebeu dinheiro para realizar suas palestras, igualmente todos os ex-presidentes mundiais ou personalidades importantes fazem a redor do mundo, e simplesmente realizou suas palestras. Não há crime nisso!

Sobre o caso da Odebrecht, Carlos Fernando diz: "Não temos dúvidas que o Marcelo Odebrecht mantinha contato muito próximo com os executivos do grupo nas atividades de cartel e corrupção".

Se por um lado o procurador Carlos Fernando tira de Lula as suspeitas, por outro lado, ele antecipou que a situação de José Dirceu é muito ruim: "Ele recebeu de empresas que operavam lavagem de dinheiro. Uma coisa é receber da Camargo Corrêa ou UTC e ter justificativa. Agora, receber da Jamp Engenharia [do lobista e delator Milton Pascowitch], aí fica difícil", disse.

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