Pensando em 2018, Aécio quer manter doações privadas das empresas da Lava Jato

Enquanto o PT já declarou ser 100% contra a doações de empresas privadas para as campanhas eleitorais, o que evitaria casos de corrupção como o visto na Petrobras, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é contrário a proposta atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

Pela proposta, o financiamento privado das campanhas eleitorais estaria impedido de ocorrer. Para o tucano, isso terá como resultado "restabelecer o caixa dois no Brasil", ou seja, algo parecido com o aquilo que os tucanos mineiros conhecem bem, pois teria sido isso mesmo que ocorreu no 'Mensalão Mineiro' que até hoje não foi apurado.

Para Aécio, a melhor opção seria o financiamento misto das campanhas, além do estabelecimento de limites para as doações por parte da iniciativa privada.

"Me preocupa um caminho que se aventa que pode restabelecer o caixa dois no Brasil, no momento em que se impede o financiamento privado. Vamos estabelecer limites e transparências para esse financiamento privado, que poderá ser dado apenas a partidos político até 2% do faturamento de cada empresa e no máximo 1/4 desse valor para determinado partido. Não há como uma empresa financiar apenas um partido político", observou o tucano.

Aécio tem motivos para ficar preocupado com o assunto

Os dados do TSE mostram que nas listas oficiais de contribuição da campanha de 2014, entre os maiores fornecedores da Petrobras, a vantagem para o candidato Aécio Neves (PSDB) foi de 26% a mais de que Dilma (PT).

No Tribunal Superior Eleitoral, a soma das empresas com interesse em fazer negócios com a Petrobras (entre elas Odebrecht, UTC, Queiroz e outros que aparecem na Operação Lava Jato) mostram que Dilma recebeu R$ 29.990.852, enquanto a campanha de Aécio Neves recebeu R$ 38.550.000. Fazendo as contas, Dilma recebeu R$ 8,5 milhões a menos de que Aécio Neves.

GOSTOU? CURTA NOSSA PÁGINA E FAÇA UM COMENTÁRIO!
Compartilhar no G+