'Pode ocorrer com seu filho', relata menor que ficou em coma alcoólico

O adolescente de 13 anos que foi fotografado em coma alcoólico durante uma festa “open bar” em Itapeva (SP), na madrugada do último sábado (25), contou ao G1 nesta terça-feira (28) que “o que ocorreu com ele pode ocorrer com seu filho ou você.”

Ele afirma estar arrependido por ter errado e lamenta a repercussão negativa do caso. “Com o erro se aprende, todos erram e depois aprendem. Tenho apenas 13 anos e não tinha nenhuma experiência nesse tipo de situação. Acho que não se deve julgar o próximo por seus erros, porque todo mundo tem defeitos.”

O estudante foi fotografado desmaiado e caído no chão da festa que tinha mais de 100 jovens de 12 a 16 anos. Ele conta que para chegar a esse estado, tomou quatro copos de vodca com sabor e com gelo, ou 1 litro, e um copo de uísque com energético. 


“Eu estava tomando com todo mundo, não estava mal quando de repente não me lembro de mais nada, só de acordar no hospital. Acho que fiquei mal também porque nesse dia só tinha almoçado, de qualquer forma nunca tinha tomado tanto assim”, afirma.

A mãe do adolescente, uma empregada doméstica de 49 anos, conta que o filho não usou qualquer tipo de droga no evento. “Quando me chamaram para ir ao hospital de madrugada fiquei desesperada e já comecei a chorar. Foi à festa sem meu consentimento, avisei tanto, mas ele é muito teimoso e desobediente", diz.

Entenda o caso


A festa ocorreu entre a noite de sexta-feira (24) e a madrugada de sábado em um clube da cidade. Segundo o Conselho Tutelar, mais de 100 adolescentes entre 12 e 16 anos estavam no local. Além do estudante, outros dois menores tiveram coma alcoólico e precisaram de atendimento médico.

A festa foi organizada por meio de uma rede social, e era chamada de “Black Out” (apagão em inglês), porque, segundo o Conselho Tutelar, uma jovem contou que de 20 em 20 minutos as luzes apagavam e os organizadores diziam que os participantes podiam fazer o que quisessem.

Investigação policial


De acordo com a Polícia Civil, os depoimentos dos participantes, acompanhados dos pais, começarão nesta quarta-feira (29) na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). 


Por enquanto, os organizadores da festa – dois jovens e a associação responsável pelo clube – podem responder pelo crime de fornecimento de bebidas alcoólicas para menores, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Para o delegado de plantão que registrou o caso, José Carlos Bertolucci, os pais serão ouvidos mas provavelmente não responderão processo. “Os pais dificilmente responderão criminalmente, já que provavelmente não sabiam que seus filhos estavam na festa", explica.

Fonte: G1

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