'PT contribuiu para o desenvolvimento do Brasil e existem exageros contra o governo'

Um dos maiores atores da Rede Globo saiu em defesa do governo do Partido dos Trabalhadores e de sua colega atriz Marieta Severo que falou em defesa da inclusão social e das conquistas dos brasileiros durante o Domingão do Faustão.

Em entrevista ao programa "Morning Show", da rádio Joven Pan, Pedro Cardoso disse acreditar que "há uma demonização excessiva do PT", avaliou.

"Eu achei, a atitude da Marieta, a coisa mais bonita que aconteceu no Brasil. Talvez, nos últimos dez anos. Não apenas porque ela manifestou uma opinião política, um pouco contrária, realmente, há demonização, que na minha opinião, é excessiva contra o governo do PT" disse o ator.

O ator ainda disse que não é "um ingênuo" e que é "claro que houve uma, no mínimo, uma negligência enorme do PT com a questão da corrupção, é claro que houve. E é claro que outro já estaria até julgado o envolvimento de pessoas do PT com a corrupção", afirmou para então reconhecer, da mesma forma que sua colega Marieta, os avanços alcançados pelos governos do PT, Lula e Dilma.

Pedro Cardoso foi totalmente contra a ideia negativa que muitos tentam passar sobre o PT, pois em todos os governos existem erros, mas não é em todos os governos que existem significativos avanços. Assim o ator até concorda que falem contra o PT, "mas dai dizer que o PT não fez nenhuma contribuição para o desenvolvimento do Brasil, já é um pouco demais!", reconheceu.

Em seguida, o ator voltou a exaltar Marieta e seu posicionamento político:

"E ela, realmente, teve uma enorme presença de espirito. Ela é uma pessoa extraordinária. O Brasil precisa merecer a Marieta Severo pela história de vida dela, pela posições dela. Ela foi de uma elegância sem fim", afirmou.

O ator se referiu, mesmo que de maneira sutil, ao momento político e clima de golpe que o Brasil enfrenta e se posicionou contra as campanhas realizadas pela mídia para derrubar o governo no PT:

"Eu achei muito oportuno que isso tenha acontecido nesse momento e que eu tenho repetido, os meios de comunicação têm que se democratizar. Isso não é uma legislação, isso é um empresário que tem uma compreensão de que ele tem o capital, não dar a ele o monopólio da mensagem. Entendeu? O cara tem o capital, ok. Escreve um editorial e diz o que pensa. Agora dê voz à todo mundo. É uma obrigação. Ai sim é legal. Aqui é uma concessão pública. Toda rádio, todo televisão pertence ao povo, está sendo operada por particular, que é muito certo também saber que o Estado não pode operar as coisas, então o empresário, ele paga, ele investe, ele paga que é dito salário, mas que na verdade eu interpreto como um participação no resultado, porque sem nós não existe o resultado, é uma participação no resulta e tem que nos dar voz", concluiu o ator global.

Curiosidade: O ator carioca Pedro Cardoso é o Agostinho de "A Grande Família", um dos personagens de maior sucesso do programa que foi líder de audiência da Rede Globo. Seus fãs não costumam associá-lo à política, mas o ator é primo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - e detesta política partidária. Sempre votou em Lula, mesmo quando ele disputou com FHC.



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