Vespeiro: Sem o apoio do PMDB, PT e Oposição; Brigado com a PF, Moro e Janot

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conseguiu se transformar no maior nome em evidência na Operação Lava Jato. O seu descontrole é tamanho que ele, mesmo sem apoio do PMDB, decidiu romper com o governo, pensando ele que seria acolhido pela oposição, mas não foi bem assim.

Cunha passou de todos os limites, e além disso, ele ironizou a Polícia Federal, pedindo que ela não chegasse antes das 6h à sua casa. Outra briga que ele arrumou foi com o Juiz Sérgio Moro e, para piorar a situação, ameaçou o procurador-geral Rodrigo Janot.

Eduardo Cunha literalmente colocou a mão em uma vespeiro cheio de marimbondo

Cunha foi acusado pelo delator Júlio Camargo, da Toyo Setal, de pedir propina de US$ 5 milhões num contrato de aluguel de navios-sonda para a Petrobras. Tentou encontrar refugiu no governo, mas não conseguiu, pois em sua escalada desenfreada pelo poder, pois já previa que seria mencionado em deleção, Cunha afrontou o governo, mas nem por isso, ele conseguiu ser unanimidade na oposição.

Em desespero, Cunha anunciou seu rompimento com governo Dilma e declarou guerra abriu CPIs e anunciando análise das contas de governos anteriores, abrindo espaço para um eventual processo de impeachment com base na decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas pedaladas fiscais do governo Dilma. Mas acontece que até o autor do relatório do TCU também está envolvido na Lava Jato.

Para piorar a situação de Cunha, dos partidos de oposição, o único partido da oposição que saiu em defesa de Cunha foi o Solidariedade, que em nota, afirmou que "nada é mais correto do que se afastar de um governo trapalhão, incompetente e que apaga fogo com gasolina". Os líderes do PSDB se mantiveram em silêncio sobre o rompimento de Cunha com o governo. O presidente da sigla, Aécio Neves (MG), não se manifestou mesmo após pedido da Folha de São Paulo.

É Cunha, agora bateu aquele isolamento total

Cunha perdeu espaço e poder e não demorará para ser pulverizado. É claro que ele ainda tem em suas mãos alguns parlamentares que lhe devem até mesmo a eleição, mas dos 267 deputados que votaram nele, garantindo a vitória em primeiro turno, quantos irão meter a mão no fogo ou, melhor dizendo, nesse vespeiro Polícia Federal, Juiz Moro e procurador-geral Janot?

Vale ressaltar que já iniciou-se um processo pelo afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, pois se um eventual processo de impeachment contra Dilma quem assumiria o País era justamente Eduardo Cunha.

Eduardo Cunha ainda terá outra grande batalha pela frente e corre até o risco de ser preso, pois três pessoas já se manifestando que o mesmo estaria coagindo delatores da Lava Jato, o delator Júlio Camargo, da Toyo Setal, o doleiro Alberto Youssef e o lobista Fernando Soares, tido como "operador" do PMDB.

Veja também: Cunha poderá ser preso, pois teria coagido três testemunhas da Lava Jato

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