A VEJA tentou, mas mostrou que Lula é um mito e que o seu negócio milionário, não é ilegal

Na foto da matéria, a Revista VEJA postou: "ELITE - Desde que deixou o governo, em 2011, Lula abriu uma empresa e se dedicou a dar palestras pagas no Brasil e no exterior. Em quatro anos, juntou uma fortuna."

A VEJA classificou Lula de "elite", porque o ex-presidente veio da pobreza do interior de pernambuco para torna-se Presidente da República. Mas a VEJA esqueceu de uma coisa. Para ser "elite" é preciso ser "culto", e isso Lula nunca foi e nunca será.

Lula nunca estudou para ser um homem "culto" e da "elite", mas no futuro ele será objeto de estudo, como bem disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em 2010 quando um jornalista tentou compará-lo ao ex-presidente:

"O Lula é um fenômeno! Não é uma coisa normal. O Lula é algo que no futuro, os estudiosos, os sociólogos, os cientistas políticos... vão analisar como algo que jamais aconteceu na história do Brasil. Eu não me coloco nesse patamar. Porque o Lula, na realidade, ele representa o quê? A inspiração social de qualquer brasileiro. Quando as pessoas vêem o Lula viajando pelo mundo, recebido por reis, por rainhas, por grandes dirigentes internacionais, enfim, o Lula caminhando por aí, as pessoas de alguma forma vêem naquilo a possibilidade também de sua acensão no seu trabalho e no seu campo profissional... E é natural que ele tenha uma força política e nós respeitamos. A minha coisa é mais normal, eu sou alguém que acredito na gestão pública como instrumento da melhoria da vida das pessoas. O Lula, por si só, é esse fenômeno. Não importa tanto o que o governo dele faz. Mas não é o carisma de apenas um governante. Eu sou uma figura normal, como eu te disse, sabe? Homem de classe média que jamais teve essa ambição de ser candidato ao governo", disse Aécio.



A publicação da VEJA, na noite desta sexta-feira (14), abriu sua reportagem falando justamente disso que Aécio descreveu no vídeo acima. "Para um presidente da República de qualquer país, é enaltecedor poder contar que teve origem humilde. O americano Lyn­don Johnson mostrava a jornalistas um casebre no Texas onde, falsamente, dizia ter nascido. A ideia era forçar um paralelo com a história, verdadeira, de Abraham Lincoln, que ganhou a vida como lenhador no Kentucky. Lula teve origem humilde em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e se enalteceu com isso."

Mas a diferença, entre as palavras de Aécio, que foram naturais, para as usadas pela VEJA, com intenções obscuras, é que a revista tentou desmoralizar e desconstruir a trajetória de Lula, pois logo em seguida a VEJA escreveu: "Como Johnson e Lincoln, Lula veio do povo e nunca mais voltou. É natural que seja assim." A VEJA fez isso para tentar tirar o Lula do "Povão" e colocá-lo na "Elite".

Do mesmo modo que a VEJA usou as comparações ente Lula, Johnson e Lincoln, para desmoralizar e desconstruir a imagem de Lula, a VEJA vez o mesmo comparando as palestras de Lula, FHC e Bill Clinton. "É natural que ex-presidentes reforcem seu orçamento com dinheiro ganho dando palestras pagas pelo mundo. Fernando Henrique Cardoso faz isso com frequência. O ex-presidente americano Bill Clinton, um campeão da modalidade, ganhou centenas de milhões de dólares desde que deixou a Casa Branca, em 2001."

Só que a própria VEJA disse que "é natural os ganhos com palestras de ex-presidentes", pois isso, não é ilegal, mas a revista faz a tentativa de desmoralizar e desconstruir a imagem de Lula ligando "seus ganhos legais com suas palestras" a Operação Lava Jato:

"Lula, por seu turno, abriu uma empresa para gerenciar suas palestras, a LILS, iniciais de Luiz Inácio Lula da Silva, que arrecadou em quatro anos 27 milhões de reais. Isso se tornou relevante apenas porque 10 milhões dos 27 milhões arrecadados pela LILS tiveram como origem empresas que estão sendo investigadas por corrupção na Operação Lava-Jato."

A VEJA ainda falou sobre o grampo feito em 15 de junho pela Polícia Federal no telefone de Alexandrino Alencar, da Odebrecht, que logo depois foi preso e está em Curitiba. A imprensa divulgou que Alexandrino e Lula falam ao telefone sobre as repercussões da defesa que o herdeiro e presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, também preso, havia feito das obras no exterior tocadas com dinheiro do BNDES. Mas o próprio banco BNDES desmentiu essa notícia falsa sobre Alexandrino e Lula.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na noite desta sexta-feira (14), divulgou nota para lamentar as tentativas da imprensa e de pessoas em redes sociais de manipularem e distorcerem informações para envolver a instituição em "algo supostamente nebuloso" usando um diálogo por telefone do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Alencar:

"A conversa não faz referência direta ao BNDES e tratou de um seminário sobre exportação que teve ampla participação do público interessado e cobertura da imprensa", diz a diretoria do banco BNDES. Veja mais detalhes no link a segui. (Clique Aqui).

Logo em seguida, a VEJA falou sobre o diálogo e disse que "fora do contexto da Lava-Jato, esse diálogo não teria nenhuma relevância especial." Só que a VEJA se ferrou, pois realmente não tem nenhum contexto com a Lava Jato, conforme explicou a nota do BNDES.

Ao falar do BNDES, a VEJA voltou a mencionar as palestras de Lula, que no início da matéria já havia dito que "não são ilegais", e disse que fora do contexto da Lava Jato, "também não teria a movimentação financeira da LILS", a empresa que administra as palestras. Mas é justamente isso! Não existe contexto entre as palestras e a Lava Jato. O que existe é o que o BNDES disse: "uma tentativa da imprensa de manipular e distorcer as falas de Alexandrino e Lula".

O mais interessante é que a VEJA falou das palestras de três ex-presidentes (Lula, FHC e Bill Clinton) para somente quebrar o sigilo bancário de Lula? Segundo a publicação, os dados foram obtidos a partir de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) enviado à Polícia Federal e aos integrantes da força-tarefa paranaense.

A VEJA simplesmente mostrou, mais uma vez, ao povo brasileiros, que instituições federais vazam informações sigilosas e de um modo seletivo, e pior, somente para serem usadas de um modo mentiroso e tendencioso pela mídia chamada golpista.

De acordo com o relatório vazado à VEJA, para fazer sua matéria tendenciosa, a LILS, empresa de palestras do ex-presidente Lula, faturou R$ 27 milhões, desde que ele deixou a presidência da República. Destes, cerca de R$ 10 milhões teriam vindo de empresas investigadas na Lava Jato, como Odebrecht (R$ 2,8 milhões), Andrade Gutierrez (R$ 1,5 milhão) e OAS (R$ 1,4 milhão).

Ainda de acordo o relatório vazado à VEJA, a LILS aplicou R$ 12,9 milhões, fez um plano de previdência privada no valor de R$ 5 milhões, recolheu R$ 3 milhões em impostos e fez transferências de R$ 4,3 milhões.

A quebra vergonha e absurda do sigilo bancário do ex-presidente apontou até os repasses feitos por Lula à alguns de seus filhos. Lurian, por exemplo, recebeu R$ 385 mil. Luis Claudio ganhou R$ 209 mil e Sandro recebeu outros R$ 80 mil.


A publicação da VEJA quebrando o sigilo bancário de Lula, para tentar desmoralizar e desconstruir a imagem de um ex-presidente que deixou o Palácio do Planalto como o melhor presidente e mais popular da história do País, somente conseguiu duas coisas:

- Mostrar que Lula é um fenômeno e que tem sua história comparada à grandes ex-presidentes dos EUA.

- E que as palestras de Lula são legais, iguais às de FHC e Bill Clinton.

O resto é choro de coxinhas! E sobre a foto usada pela VEJA que mostra Lula de chapéu. Acredito que a revista queria, na realidade, era tirar o chapéu para o nosso ex-presidente.

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