Aécio defende o 'Parlamentarismo': Os brasileiros não terão o direto de escolher o presidente

Em entrevista publicada a Revista Veja, nesta sexta-feira (07/08/2015), o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mais uma vez, defendeu que o sistema Parlamentarismo seja implantado no Brasil. O povo brasileiro não terá mais o direito de escolher o seu presidente.

A Revista Veja questionou Aécio: Uma das saídas cogitadas para a crise seria a adoção do parlamentarismo. Como o senhor vê essa alternativa?

"Sou parlamentarista, sempre defendi esse sistema e acho que no futuro é por onde devemos trafegar. Mas penso que essa discussão tem de ocorrer fora do contexto de uma crise aguda. O parlamentarismo, a meu ver, não é a solução neste instante, quando o Congresso vive um momento de fragilização", disse o senador Aécio, um dos apontado por querer dar um golpe no Brasil. (Veja Aqui).

No dia 16 de abril de 2015, durante a audiência pública da Comissão Especial de Reforma Política, na Câmara dos Deputados, Aécio também defendeu o sistema parlamentarista de governo.

"Fomos, no nosso nascimento, e continuamos sendo, um partido parlamentarista. Acredito no sistema parlamentarista de governo como o mais estável e mais avançado", disse (...) Ele lembrou que a população decidiu pelo presidencialismo em um plebiscito, mas acredita que em algum momento essa discussão amadurecerá e será abordada no Congresso Nacional. (Veja na reportagem da Empresa Brasil de Comunicação - EBC, como Aécio quer tirar dos brasileiros o direito de votar em seu presidente).

Agora você já imaginou não ter o direito de escolher o presidente do Brasil e o país hoje sendo governado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), dois parlamentares denunciados na Operação Lava Jato? Só para lembrar, a presidente Dilma Rousseff não foi denunciada na Lava Jato, seu partido sim, mas ela não! Já Aécio Neves, Eduardo Cunha, Rennan Calheiros e outras dezenas parlamentares, todos foram denunciados na Operação Lava Jato.

Não esqueça: A presidente Dilma e o PT foram contra a continuação de financiamento das campanhas eleitorais por empreiteiras, pois isso favorece a corrupção. Já os três parlamentares citados querem a continuação dos financiamentos de campanha por empreiteiras da Lava Jato.

O sistema parlamentarista, ou sistema parlamentar, ou ainda parlamentarismo bicameral é um sistema de governo no qual o Chefe de Governo, Premiê, Chanceler ou Presidente de Governo não é eleito diretamente pelo povo, não podendo, por conseguinte, exercer livremente os poderes que lhe são atribuídos pela Constituição (só os exerce a pedido do governo) por falta de legitimidade democrática; e o Governo responde politicamente perante o Parlamento, o que, em sentido estrito, significa que o Parlamento ou chefe de Estado que é o chefe do Parlamento - como o foi no Brasil de 1808/1889.

Esse sistema é usado tanto em monarquias quanto em repúblicas. Nele, o chefe do Estado, seja ele rei ou presidente, não é o chefe do governo e por isso não tem responsabilidades políticas. Ao invés dele, o chefe de governo é o Primeiro Ministro, o qual é indicado pelo Parlamento. A aprovação do Primeiro Ministro e do seu Conselho de ministros pela Câmara dos Deputados se faz pela aprovação de um plano de governo a eles apresentado. A Câmara ficará encarregada de empenhar-se pelo cumprimento desse plano perante o povo.

Esse sistema de governo é típico das Monarquias Constitucionais, e acabou por se estender às Repúblicas Européias. Na Inglaterra, França e Alemanha, países que enfrentam crises mundiais, esse ainda é o sistema em vigor. O Poder Executivo é exercido pelo Gabinete dos Ministros, estes são indicados pelo primeiro ministro e aprovados pelo parlamento.

Boa sorte... Você escolhe: Eduardo Cunha ou Renan Calheiros governando o Brasil?

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