Cunha sente o isolamento: Governo quer "passar imagem de que só existe o Senado”

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta terça-feira (11) que não se considera um "incendiário". A declaração aconteceu após a presidente Dilma Rousseff fazer um apelo aos senadores, durante um jantar nesta segunda-feira (10), para que eles barrem as chamadas "pautas-bomba" do Congresso.

Cunha ainda deu declarações sobre o jantar oferecido por Dilma Rousseff aos senadores e que deixou os deputados de fora. Ele comentou: "Eu acho que é uma tentativa de passar a imagem que só existe o Senado. E achar que isso vai causar algum constrangimento para a Câmara, isso não vai, isso é bobagem".

Cunha demostrou que sentiu o isolamento e disse que "é preciso só ter cautela com uma coisa, nós vivemos pela Constituição em um sistema bicameral, não vivemos num sistema unicameral. Então, obviamente as duas Casas têm que aprovar as propostas. Não dá para se achar que somente o Senado funciona, somente a Câmara funciona, nem achar que tramitou no Senado acabou."

No jantar, realizado no Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República, estiveram presentes 21 ministros e cerca de 40 dos 81 senadores.

O presidente da Câmara ainda aproveitou para criticar o Senado ao dizer que a Casa Alta ainda não votou todos os pontos do ajuste fiscal. "A terceirização já mandamos para lá [Senado] há quatro meses. Eles já poderiam ter apreciado há quatro meses", disse.

Em seguida, Cunha comentou sobre as chamadas "pautas-bomba" que o Congresso tem aprovado e que tanto causam impacto nas contas do governo. "Eu não me considero incendiário, nem acho que ninguém precise de um bombeiro. Tem coisa que são atribuições de uma Casa e de outra e tem coisas que são das duas. É preciso cada um saber o seu papel", afirmou.

A declaração de Cunha veio para rebater a declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL): "Não é prioridade", disse Renan sobre a apreciação das contas da presidente Dilma Rousseff. "Na medida em que o Congresso tornar isso prioritário, nós estaremos pondo 'fogo no Brasil'. Não é isso que a sociedade quer de nós", disse Renan. (Veja Aqui).

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