Dilma defende a autonomia do MPF e aprovado a recondução de Janot

A presidenta Dilma Rousseff confirmou hoje (8) a indicação do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para um novo mandato de dois anos à frente do Ministério Público Federal (MPF).

Após participar de reunião com Dilma e o próprio Janot no Palácio da Alvorada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou que a escolha da presidenta reflete respeito pela autonomia do MPF, que já havia aprovado a recondução do procurador-geral ao cargo.

Sobre as críticas de alguns investigados à atuação de Janot na condução da Operação Lava Jato, Cardozo voltou a defender a autonomia do MPF e ressaltou que a Constituição garante liberdade investigatória aos que atuam nessa área.

"É evidente que nós não podemos jamais condenar pessoas sem que lhes seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa, também estabelecidos na Constituição. Mas as instituições do Brasil, na medida em que a Constituição estabelece essas prerrogativas, devem funcionar e funcionar com eficiência. E a autonomia é o que está assegurado na Constituição Federal", disse o ministro.

Na última quarta-feira (5), Rodrigo Janot foi eleito em primeiro lugar, com 799 votos, para elaboração de lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República.

A indicação deverá ser publicada no Diário Oficial da União.

O próximo passo é a aprovação da indicação pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo plenário do Senado. Em seguida, haverá a nomeação, por decreto presidencial, para a recondução ao cargo por mais dois anos. (Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil).

Somente um governo que combate a corrupção aprova as indicações do Ministério Público Federal (MPF). O Brasil já passou por tempos escuros em sua história, quando o x-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), segundo o Wikipédia, tinha como aliado o pernambucano Geraldo Brindeiro, que enquanto Procurador-Geral da República do governo FHC, foi fartamente criticado por sua inação. De 626 inquéritos criminais que recebeu, engavetou 242 e arquivou outros 217. Somente 60 denúncias foram aceitas. As acusações recaíam sobre 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e 04 contra o próprio presidente FHC.

Por conta disso, Brindeiro recebeu o jocoso apelido de "Engavetador-Geral da República".

Entre as denúncias que engavetou está a de compra de votos para aprovação da emenda constitucional que aprovou a reeleição para presidente, beneficiando o então presidente Fernando Henrique Cardoso.

O programa Hard Talk, da BBC, em outubro de 2007, entrevistou o ex-presidente FHC que vacilou ao falar de corrupção, pensando ele que o apresentador era desinformado, e acabou tendo de ouvir o apresentador lhe questionar sobre os mais de "600 processo de corrupção" que acabaram sendo "engavetados" pelo "Engavetador-Geral da República", durante o seu governo.

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