Globo culpa Cunha por tentativa de acabar com a economia do Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), bem que tentou de várias forma segurar as pontas, mas a casa está começando a cair, a casa dele e a Casa - Câmara dos Deputados em Brasília.

No retorno do recesso, Cunha fez vários esforços para manter seus aliados. Uma grande maioria, ele conseguiu segurar, por questões eleitorais, mas a sua maior cartada, uma aproximação com a Globo, não deu certo, nem mesmo usando à Câmara para afagar e prestar homenagens à emissora.

O tiro saiu pela culatra. Foi justamente na ida de João Roberto Marinho a Câmara que o dono da Globo aproveitou e pediu uma reunião com a bancada do PT para ouvir suas reclamações sobre os editoriais de suas empresas. Com isso, o rompimento entre Globo e Cunha ficou claro neste fim de semana quando o editorial da revista Época acusou o presidente da Câmara de fazer um "piquenique à beira do vulcão", com suas pautas-bomba, que têm elevado gastos públicos

João Roberto Marinho disse que apoiará a permanência da presidente Dilma Rousseff até o fim do seu mandato e logo depois, a Globo bateu duramente em Cunha mostrando que ele perdeu o apoio do grupo Globo.

"Sob o comando do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, os deputados continuam a brincar de piquenique à beira do vulcão. Ignoraram as recomendações de prudência e aprovaram, em primeiro turno, a PEC 443, que vincula os salários da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Se a PEC 443 for aprovada pelo Congresso, cria-se mais uma despesa adicional de R$ 2,4 bilhões por ano", diz o editorial da Globo.

O editorial ainda chamou, indiretamente, Cunha e seus aliados de irresponsáveis, ao escrever: "O país espera que as lideranças do Senado Federal sejam mais responsáveis e atuem para desarmar as bombas que a Câmara deixou no caminho".

Cunha já está ciente que perdeu a Globo e foi ao Twitter se defender dizendo que ele não é o responsável pela tentativa de destruir as contas públicas ou orçamento do governo. Ele ainda tenta desvincular as aberrações aprovadas na Câmara de uma estratégia de vingança contra a presidente Dilma Rousseff.

"A tentativa de alguns de me colocar como vilão das contas públicas por retaliação ao governo não tem amparo na realidade dos fatos", disse Cunha.

Com a recondução do procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao cargo, Cunha sabe que deverá ser denunciado nos próximos dias e suas casas cairá de vez.

Reforma Ministerial

A presidente Dilma espera pela nova lista de Janot para fazer sua reforma ministerial e assim evitar polêmicas nomeações de um político envolvido em caso de denuncia em escândalos.

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