Hidrolândia (CE): Operação do Ministério Público resulta em prisão

Oito pessoas, entre agentes públicos, proprietários e empregados de empresas prestadoras de serviço de transporte escolar para a Prefeitura de Itarema foram presos durante a operação “Carroça”, realizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

Eles são acusados de vários crimes, incluindo fraude em licitações, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos. As prisões ocorreram nos municípios de Itarema, Hidrolândia, Nova Russas e Fortaleza.

Os trabalhos são coordenados pela promotora de Justiça Mayara Muniz, da comarca de Itarema, em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e equipes da Polícia Civil e da Perícia Forense do Estado (Pefoce).

Entre os presos, está o secretário de Educação, Edvaldo Braga Monteiro, que também foi afastado. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Prefeitura Municipal de Itarema e nas residências dos investigados, incluindo o vereador José Everardo Marques Alves, envolvido no esquema de apadrinhados políticos para a prestação do serviço de transporte escolar no município.

Transporte irregular


De acordo com as investigações, a Prefeitura realizou uma licitação para contratar veículos como ônibus e micro-ônibus, contudo, o serviço é prestado em carroceiras de pickups e outras conduções inadequadas.

A apuração mostrou que a empresa contratada não dispõe dos veículos apropriados e subcontrata irregularmente pessoas que possuem simpatia política com a gestão municipal.

Além disso, a empresa utilizou documentos falsos no procedimento licitatório, no intuito de comprovar a sua habilitação técnica para a prestação do serviço.

O esquema criminoso ocorre desde 2013, início da gestão do atual prefeito, e as investigações tiveram início depois de denúncias de pais de alunos relatando as péssimas condições em que os estudantes são transportados. Os veículos não apresentam as mínimas condições de segurança e alguns dos condutores sequer possuem habilitação, o que coloca em risco a integridade dos estudantes.

No início deste ano, por exemplo, um veículo que prestava o serviço de transporte escolar de forma irregular chegou a tombar, causando ferimentos aos alunos da localidade de Angico (Itarema).

Fonte: DN

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