Traficante Playboy vira questão de prova em colégio e gera críticas no Rio

O traficante Celso Pinheiro Pimenta, Playboy, morto no dia 8 de agosto, virou questão de prova. Os alunos do 3º e 5º ano do Centro Educacional Macedo Silva, de Realengo, na Zona Oeste do Rio, responderam uma pergunta sobre a identidade do criminoso em uma prova de Geografia, feita há uma semana.

A questão, de múltipla escolha, aplicada na última terça-feira, perguntava o apelido do bandido morto e dava como opções os apelidos de outros criminosos.

A abordagem incomodou alguns responsáveis.

– Eu achei um absurdo! Inclusive, vim aqui na escola para falar sobre isso. Em casa eu evito que meu filho fique sabendo dessas coisas, aí a escola bota isso em uma prova? – questiona Patricia Passos, mãe de um aluno de 11 anos que fez a prova.

Segundo Patricia, não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, também em uma prova de geografia, seu filho respondeu uma questão sobre a invasão de uma favela por um comando rival.

Apesar de achar as crianças muito novas para responderem esse tipo de pergunta, Elaine Souza, mãe de uma aluna do 5º ano, diz que é impossível que as crianças já não soubessem do fato.

– A internet está aí! Não tem como evitar que as crianças saibam disso. Tanto que quase todas elas acertaram – opina Elaine.
No Facebook, uma das mães, indignada, publicou a prova e foi apoiada por outros responsáveis.

“Caraca, ela (a filha) só vê desenho. Será que estou errada em estar indignada?”, escreveu a responsável. Em um dos comentários, outro responsável diz: “Mais uma forma de enaltecer a cultura da bandidagem”.

Procurada, a direção da escola prometeu justificar a questão da prova através de um memorando, mas ainda não se pronunciou.

Fonte: Extra

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