Vai Encarar? - 'País não admite conflito entre Câmara e Senado'

"O Brasil não cabe mais no seu PIB [produto interno bruto]. E a cada momento, como se isso não estivesse sendo levado em consideração, nós estamos compatibilizando mais despesas, mais despesas, mais despesas. Isso significa mais crise econômica e mais dificuldade na política", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

As declarações de Calheiro deixa claro que a intenção do seu colega de partido, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é a de praticar o "quando pior, melhor", e com isso levar o país ao caos.

Calheiros disse nesta quinta-feira (13), à Agência Senado, o presidente do Senado, ao ser questionado sobre posturas divergentes entre ele e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em relação ao Executivo, que "pode haver diferença pessoal entre o presidente da Câmara e do Senado. O que não pode haver — e não haverá, e o Brasil não permite — é a diferença das instituições, conflito entre a Câmara e o Senado. Isso não vai existir", disse.

O presidente do Senado tem adotado uma postura em defesa do país. "A nossa parceria é com o Brasil. É a defesa do interesse nacional. A Presidência do Senado é independente e o mais recomendável neste momento é usar essa isenção e independência para defender o interesse do Brasil — apontou.

Renan disse que a Agenda Brasil é o caminho para superar a crise. Segundo o presidente do Senado, a votação de projetos que têm convergência com essa agenda começa na próxima semana, com o projeto que dá fim à desoneração das folhas de pagamento de vários setores da economia (PLC 57/2015). Esse é o último projeto do ajuste fiscal proposto pelo Executivo, e sua votação abrirá caminho para matérias que já tramitam no Senado e têm ligação com os eixos principais da agenda. O cronograma deverá ser apresentado na segunda-feira (17).

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