A renúncia de Dilma – Por: Eduardo de Paula Barreto

A oposição pendurou Dilma
Num moderno pau de arara
Demonstrando a mais indigna
Metodologia de batalha
Tentando forçá-la a ceder
Para assim dela obter
A faixa presidencial
Mas ela não a entrega
Pois a conquistou na guerra
Da disputa eleitoral.

Com choques de calúnias
Afogamentos de ameaças
Pancadas de injúrias
E delações infundadas
Tentam minar a sua resistência
Para que ceda à inclemência
Dos traidores do País
Que com a Mídia e a Justiça
Formam a deplorável milícia
De ditadores civis.

Dilma só fez uso da renúncia
Quando no passado abriu mão
De matar com a denúncia
Os seus parceiros de missão
Renunciou também à covardia
De aceitar inerte a vilania
Dos carrascos da ditadura
Que trocaram as suas fardas
Pelas mais caras gravatas
E togas da magistratura.

*O texto em forma de poemas rimados é do escritor Eduardo de Paula Barreto, mineiro natural da cidade de São Lourenço, no sul de Minas Gerais.

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