Aécio e Gilmar tentaram, mas não adiantou; Brasil avança no combate a corrupção

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (2), por 36 votos a 31, o fim do financiamento por empresas de campanhas de partidos que vinha se arrastando por um bom tempo, com o PT declarando-se a favor do fim das doações e a oposição, encabeçada pelo senador Aécio Neves (PSDB) e pelo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, declarando-se pela manutenção das doações.

Aécio e Gilmar Mendes

Entenda a notícia

Em março de 2014, o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou análise de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) da Ordem dos Advogados do Brasil contrária às doações privadas de empresas para as campanhas políticas. No entanto, quando o julgamento estava em 6 a 1 pelo fim das doações, o ministro Mendes pediu vista (mais tempo para analisar o caso) e a sessão foi suspensa. Quase 1 ano e 6 meses depois, Mendes ainda não devolveu o processo ao plenário.

Nos bastidores políticos, os principais líderes do PSDB – Aécio Neves, Cássio Cunha Lima e Aloysio Nunes – corriam contra o tempo e faziam seus discursos e buscavam apoio para a continuação da doações privadas de empresas envolvidas na Operação Lava Jato e outras. O PSDB foi um grande beneficiado pelas empresas, tendo recebido a maior doação das empresas envolvidas na Lava Jato. (Veja Aqui).

Agora não adianta mais o choro

A decisão no Senado nesta quarta (2) e com a manutenção nos próximos passos, o assunto está decidido pelo fim das doações privadas de empresas para as campanha eleitorais e tudo se resolve e não será mais necessário o ministro Mendes segurar nenhum processo, pode devolver, pois perdeu o efeito, já que a tarefa constitucional de elaborar e aprovar leis cabe ao Legislativo e Executivo – Câmara, Senado e Presidente -, enquanto ao Judiciário cabe a missão de julgar se as leis estão sendo aplicadas de forma correta.

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