Após ser anunciado, fim da greve dos servidores do INSS é adiado

Sindicato afirma que categoria não pode sair da greve sem que seja assinado acordo, previsto para ocorrer apenas na próxima segunda-feira

Em pouco mais de uma hora, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará (em greve há 81 dias) anunciam fim da paralisação e voltam atrás da decisão.

De acordo o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Ceará (Sinprece), o acordo pelo fim da greve deveria ser assinado ainda nesta sexta.

Entretanto, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps) afirma ter recebido comunicado da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento agendando reunião para segunda-feira, 28, às 17 horas.

“Com isso, não podemos sair da greve sem que seja assinado acordo. E só então vamos anunciar quando as atividades serão retomadas”, afirmou a diretora do Sinprece, Carmem Marques.

Na segunda-feira, às 9 horas, será realizada uma reunião do Comando Estadual de Greve do Ceará.

Após 81 dias de greve, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará decidiram encerrar a paralisação,após assembleiarealizada na tarde desta sexta-feira, 25. O fim da greve e a retomada das atividades, antes anunciada para o início da próxima semana, porém, ainda não estão definidos.

Decisão
Em assembeia, a categoria acatou a proposta de aumento do Governo Federal: reajuste de 5,5% em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017. O Ceará acompanhou a decisão de outros estados, que também encerraram a greve nesta sexta-feira.

Chegou a ser anunciado que o atendimento ao público seria retomado na próxima terça-feira, 29. Os servidores realizariam, na segunda-feira, 28, serviços internos, para atualização da senha dos servidores e organização de atendimento, conforme a diretora do Sinprece.

Apesar de aceitos pelos servidores, a diretora criticou os percentuais propostos pelo governo. “A gente tinha 27% de perda de 2012 pra cá e foram dados 10,8% em dois anos. Não foi ganho financeiro. Houve uma pequena correção da inflação”, avaliou Carmem.

“Acabamos aceitando porque foram 81 dias de greve com incertezas, ameaças, e a gente precisou avaliar e ter responsabilidade”, disse a diretora.

Reivindicações
A categoria cobrava, inicialmente, reajuste salarial de 27,5% imediato, enquanto o Governo Federal oferecia acréscimo de 21% parcelado em quatro anos.

“E, decrescente, o reajuste começava com 5,5% em 2016 e terminava com 4% em 2019. A gente ia ficar quatro anos preso, sem questionar salário. Então o Governo aceitou reduzir para dois anos”, informou a diretora.

Além disso, os servidores exigiam que as gratificações integrassem o salário. “Hoje, 70% do salário dos servidores são de gratificações vinculadas à metas e produtividade. Com a greve, ficou acertado que será criado um comitê gestor para estudar o plano de carreira, a longo prazo, pelos próximos anos”, acrescentou.

No Brasil, 16 estados brasileiros aderiram à greve, entre eles São Paulo, Maranhão e Bahia. Na época em foi deflagrada a greve, o INSS informou que estava oferecendo remarcação de atendimento aos prejudicados.

Fonte: Redação O POVO Online

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