Brasil criou 623,1 mil empregos em 2014 e já perdeu 493,1 em 2015

O Brasil criou 623 mil e 100 vagas formais de trabalho nos setores público e privado em 2014. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais e foram divulgados quarta-feira (9) pelo Ministério do Trabalho. Os números mostra que 2014 terminou com um total de 49,5 milhões de brasileiros tendo um vínculo empregatício o que representa 1,27% a mais que em 2013.

Não não se pode comemorar esse resultado, pois o resultado é menor que o total de empregos gerados em 2013 que foi de 1 milhão e 400 mil. Em números absolutos, este é o mais baixo resultado de geração de vínculos empregatícios desde 1999.

– O setor que mais empregou em 2014 foi o de serviços, com 587 mil e 500 novos postos de trabalho.

– O comércio gerou 217 mil novas vagas, sendo o segundo setor que mais criou postos de trabalho.

– A indústria de transformação, com redução de 121 mil e 7 postos de trabalho.

– A construção civil teve um declínio de 76 mil 8 postos.

A distribuição dos postos de trabalho ficou desta forma:

– Nordeste 206 mil e 2 novos empregos.

– Sudeste 169 mil e 5 novos empregos.

– Sul 134 mil e 9 mil novos empregos.

– Norte 58 mil e 2 novos empregos.

– Centro Oeste 54 mil e 3 novos empregos.

Entre os estados, o Amazonas foi o único a apresentar perda de postos de trabalho. Foram 1 mil e 500 empregos perdidos.

Esse ano de 2015 está sendo difícil para os trabalhadores

Se os resultados de 2014 foram “positivos”, o mesmo não se pode dizer que 2015, pois o Brasil não manteve o mesmo ritmo de crescimento de anos anteriores e isso é reflexo da crise que o país está enfrentando.

Nesse primeira semestre e início do segundo, o Brasil fechou 493 mil postos de trabalho. Ok. O número representa menos de 1% do mercado de trabalho e isso para qualquer otimista dirá que é bom. Se olhar pelo lado da porcentagem e comparar com números do governo FHC quando o Brasil era o 2º no mundo em desemprego, tudo bem.

Mas o que nos preocupa é que o Brasil perdeu a capacidade de gerar empregos. Novamente eu direi Ok. Segurar o que tem ou fazer por onde perde o mínimo possível, diante de uma crise mundial, é importante. Mas o Brasil precisa reagir e recuperar seus postos de empregos, caso contrário, os números de 2015 que serão divulgados em 2016 não serão nada animadores.

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