Fim de doações privadas fomenta caixa 2, diz Caiado

Líder do Democratas (DEM) e da bancada no Senado, Ronaldo Caiado (GO), e um dos mais ferrenhos opositores do governo Dilma Rousseff (PT) e também é mais um dos parlamentares e ser contra o fim do financiamento privado.

Caiado acredita que o fim do financiamento partidários feito pro empresas privadas faz com que candidatos da situação que estão no controle de diretórios partidários ou que exercendo cargos no Executivo tenham vantagem. O líder do DEM afirmou que para o fim do financiamento privado ser positivo deveria ser acompanhado de mudanças no sistema eleitoral brasileiro.

“Nós já tivemos esse modelo, estamos voltando a ele. Ora, se nós saímos dele, é porque estava viabilizando –e cada vez mais fomentando– a criação do caixa dois”, disse à Folha.

Segundo Caiado, financiamento não é problema do candidato, é do partido, e há como controlar doações e gastos. E o uso da máquina e o caixa dois aumentariam sem o financiamento privado.

“Nós tivemos essa experiência. Não precisamos ter imaginação. Temos simplesmente que relembrar os escândalos que ocorreram antes de ter o financiamento de empresas privadas, só isso”, justificou Caiado.

E por falar em Caixa 2

Quando o atual senador Aécio Neves (PSDB-MG) se pronunciou pela primeira vez sobre o “Mensalão Mineiro”, o presidente do PSDB disse que o Mensalão Mineiro não tinha “paralelo” com o escândalo que veio à tona no primeiro governo Lula.

“Na minha avaliação, há uma diferença muito grande entre aquilo que ocorreu no plano federal e os problemas que ocorreram na campanha do então candidato Eduardo Azeredo. Acho que com serenidade e muita transparência Azeredo terá tempo de apresentar seus argumentos e demonstrar que não há paralelo entre uma questão e outra”, afirmou.

Para o PSDB, o Mensalão Mineiro conhecido também como “Valerioduto de Minas” se resumiu a Caixa 2.

Relatório da Polícia Federal aponta o esquema em Minas, de 1998, como o embrião do mensalão petista e Azeredo, que era governador na época e hoje é senador, como seu principal beneficiário. Segundo a investigação, pelo menos R$ 5,17 milhões, em valores da época, teriam saído de estatais mineiras para o esquema de arrecadação paralela de recursos da campanha de Azeredo, por meio da agência SMPB, do empresário Marcos Valério – o mesmo do mensalão petista. Os desvios teriam se dado por meio de cotas de patrocínio de eventos e publicidade fictícia.

Os tucanos argumentam que o mensalão mineiro se resumiu a caixa 2, enquanto no âmbito federal houve compra de apoio parlamentar. Segundo o Estadão, o próprio Aécio Neves é citado em uma lista como sendo beneficiário de R$ 110 mil na campanha de 1998, quando era candidato a deputado federal. Em nota divulgada, a assessoria do PSDB negou o recebimento desses recursos e frisou que Aécio não é citado “no corpo do relatório da Polícia Federal”. (Veja Aqui).

Até hoje o Mensalão Mineiro encontra-se parado na justiça, com os seus envolvidos em liberdade e na impunidade, sendo que o Mensalão do PT já foi julgado, seus envolvidos condenados e já pagaram ou ainda estão pagando pelo crime.

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