Ibope: Aprovação do governo Dilma subiu de 7% para 10% em setembro

Segundo pesquisa Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgada nesta quarta-feira (30), mais da metade dos eleitores de Dilma Rousseff em 2014 desaprovam o seu governo.

A desaprovação não é novidade, pois a presidente está embaixo com a crise econômica e política que vem enfrentando. Mas a presidente ainda tem o que comemorar.

De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados que afirmaram ter votado em Dilma no ano passado avaliam o governo da petista como “ruim” ou “péssimo”. Na pesquisa anterior, divulgada em julho, esse número era de 53%. Isso indica que Dilma subiu 1%. É pouco? Sim! Mas pode indicar uma recuperação.

Somados todos os entrevistados, a aprovação ao governo Dilma é de 10% em setembro, contra 9% em julho. O resultado é melhor ainda se comparado a de outras pesquisas realizadas no meio do ano, quando o governo Dilma chegou a 7% de aprovação. Nesse caso a aprovação do governo Dilma já subiu 3%.

A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 18 e 21 de setembro com 2.002 pessoas em 140 municípios e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

A recuperação poderá acontecer a medida que a crise econômica for controlada e, com o passar do tempo, o não envolvimento da presidente na Operação Lava jato também poderá deixar a sensação do quanto a mídia tentou envolver Dilma no escândalo, mas sem sucesso.

Outro fator é que pessoas sabem que foi somente no governo Dilma Rousseff que parlamentares começaram a ser presos, pois antes tudo terminava em pizza e nunca um parlamentar foi julgado, condenado e preso.

Foi Dilma também quem criou a Lei Federal Nº 12.846/2013 – chamada de “Lei Anticorrupção” e com ela foram criados os “Acordos de Leniência” e a as “Delações Premiadas”, os dois mecanismo que estão permitindo a limpeza na Petrobras e fazendo com que muito políticos se revoltem contra o governo de Dilma, aponto de tentar lhe tirar do poder a qualquer custo.

Para finalizar, Dilma assinou sancionou nesta terça-feira (29) a lei da reforma política aprovado pelo Congresso Nacional, mas decidiu vetar sete itens, incluindo o trecho que permitia a doação de empresas a campanhas eleitorais. Os vetos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União.

As Doações Privadas são apontadas como sendo o grande embrião da corrupção e nenhum governo teve a coragem de mexer nesta questão. O Congresso Nacional, tendo o seu presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) denunciado de ter recebido US$ 5 Milhões em propinas é um dos principais que luta para manter as doações. Outro engajado na luta é o senador Aécio Neves que também quer a continuação das doações privadas. O PSDB recebeu 46% de toda as suas doações de empresas envolvidas na Operação Lava Jato.

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