‘Mapa do sexo’ revela que o Brasil gosta é de swing

Pesquisa feita pelo site SexLog entrevistou cerca de 25 mil pessoas pelo país.

Desde que o biólogo norte-americano Alfred Kinsey lançou os dois livros que destrinchavam as preferências sexuais dos homens e das mulheres nos EUA, em 1948 e 1954, respectivamente, saber mais sobre o que o pessoal faz na intimidade parece ter virado uma fixação. Agora, os brasileiros ganharam sua própria versão – em miniatura e, talvez, com menor rigor científico – desse relatório, elaborada pelo site de relacionamentos SexLog.

O “Mapa do Sexo”, como o documento foi batizado, contou com a participação de aproximadamente 25 mil pessoas, homo, trans e heterossexuais, todos cadastrados no site. “Temos em nossas mãos dados valiosos, que muitos institutos levariam bastante tempo para coletar”, exalta a diretora de marketing do site, Mayumi Sato.

O “relatório Kinsey tupiniquim” descobriu, por exemplo, que no quesito “estilo favorito de transa”, as modalidades de trocas de casais estão no topo. Dentre os participantes, 28% disseram preferir o swing e o sexo em grupo. Em segundo lugar veio o “sexo selvagem”, com 25% das preferências.

Metade dos que responderam ao levantamento (50% exatamente), disse usar vibradores durante o sexo, e 78% usam lubrificantes com frequência. “Esses produtos têm um papel importante, principalmente para as mulheres que já passaram pela menopausa, pois sabemos que há um ressecamento, e para a prática do sexo anal”, confirma a educadora sexual Sílvia Amaral, pesquisadora do grupo Analogias e Metáforas na Tecnologia, na Educação e na Ciência (Amtec), do Cefet-MG.

Sílvia – como 52% dos que responderam à pesquisa – também aprova uma ajudinha com a boca na hora de colocar o preservativo. “É uma ferramenta de empoderamento da mulher, fazer com que a camisinha seja parte do jogo”, diz. E a melhor camisinha para 69% dos participantes é a ultrafina.

Ousadia. Os voluntários que contribuíram com o “Mapa do Sexo” também se mostraram bem “saidinhos”. Teve gente contando que já fez sexo em um show de pop rock, outros em um museu, e teve quem transasse na sala enquanto os pais estavam na cozinha.

Mas, calma. Ainda não dá para ficar muito animado (ou aflito) com toda essa ousadia. Sílvia garante que, na prática, a teoria é outra. “As pessoas tendem a contar vantagem sobre suas vidas sexuais”, aponta. Um exemplo: 75% dos usuários disse ter, pelo menos, um orgasmo por dia. Será?

O questionamento é endossado pelo casal Natali Gutierrez, 24, e Renan de Paula, 28, ambos editores do blog Dona Coelha, que fala sobre sexo, e donos da loja de produtos eróticos de mesmo nome. “Nossos leitores, e os brasileiros em geral possuem muitas dúvidas em relação ao sexo, não só do ponto de vista da saúde, mas também em relação ao prazer sexual, algo de que pouca gente fala e ninguém ensina”, responderam eles por e-mail à reportagem de O TEMPO.

Para eles, sexo bom é aquele feito com vontade de ambas as partes, e variar é fundamental. “Atividades repetitivas com o tempo cansam e se tornam pouco interessantes. Nossa dica é sempre manter a cabeça aberta para o desconhecido”, aconselham.

Dados revelam que São Paulo é a cidade que mais trai

O levantamento realizado pelo site SexLog descobriu que a troca de casais é a modalidade preferida de sexo de seus cerca de 25 mil participantes. Mas essa “troca”, às vezes, pode acontecer de forma ainda menos ortodoxa.

Um trabalho da empresa espanhola Tecnilógica com dados do site de relacionamentos extraconjugais Ashley Madison, violados por hackers, revelou que São Paulo é a cidade que mais trai no mundo inteiro. Com 374.554 usuários cadastrados, a capital paulista é a campeã de pessoas registradas interessadas em ter um relacionamento extraconjungal. Depois, vêm Nova York, nos EUA, com 268.247, e Sydney, na Austrália, que tem 253.860 registros. No total, o Ashley Madison possui mais de 34 milhões de usuários cadastrados em mais de 50 mil cidades de 48 países.

O que a Tecnilógica fez foi colocar os dados hackeados distribuídos em um mapa, que permite visualizar onde estão as maiores concentrações de pessoas cadastradas no site. “Tínhamos um material bruto que não nos dizia nada e queríamos conhecer mais dados”, explicou ao jornal espanhol “El País” o diretor técnico da empresa, Juan Alonso.

Belo Horizonte não foi citada diretamente nos dados, mas, no mapa, está marcada com a cor laranja, que indica um alto número de pessoas cadastradas no site de relacionamentos extraconjugais.

Fonte: O Tempo

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