Morta após abraço: Polícia desconfia que não foi acidental; Marido está foragido

A Justiça decretou a prisão de Paulo Henrique, de 21 anos, suspeito de matar a adolescente Thajela Carolina Oliveira, de 17, na cidade de Peixoto Azevedo (MT).

O homem havia dito que a arma dele tinha disparado acidentalmente e foi liberado. Agora, ele está foragido.

Thajela estudava e tinha um sonho: queria ser policial. Nas horas vagas, ajudava a família na mercearia. Já Paulo Henrique era operador de maquinas pesadas em garimpos da região. Os dois começaram a namorar escondido da família em 2013. Depois de descobertos, decidiram morar juntos na casa dos pais de Paulo, em outra cidade. O casal ficou nesta cidade por um ano. Como não encontraram emprego, decidiram voltar para Peixoto Azevedo para morar com os pais dela.

No dia do crime, tudo parecia normal. Thajela foi até a mercearia ajudar a mãe e preparou alguns geladinhos que começaria a vender para ajudar na renda do casal. Outro objetivo da jovem era ter uma casa para morar sozinha com o marido. Há duas semanas, o casal havia alugado uma casa, onde acabou sendo assassinada. No dia do crime, o pai de Thajela a levou para a casa por volta das 19h, com os geladinhos.

Paulo gostava de sair com os amigos e, na maioria das vezes, não levava a mulher. Em uma conversa com uma tia, a adolescente revelou que ele era violento. De acordo com a mulher, a jovem costumava aparecer com vários machucados, mas não falava sobre as agressões. A tia também descobriu que o suspeito era violento em outro relacionamento. Além do histórico de violência, Paulo tinha uma arma sem registro.

A família descobriu o crime por intermédio de um amigo, que morava com o casal. O homem havia contato para a polícia, no hospital, que a jovem tinha reagido a um assalto. Ao ver o corpo da filha, o pai de Thaleja desconfiou da história. Depois de conversar com a polícia, o amigo mudou a versão. Ele falou que a jovem foi baleada dentro do quarto quando abraçou o marido. Ele e Paulo levaram a menina ao hospital, mas ela já estava morta. Ainda de acordo com o amigo, Paulo pediu que ele inventasse qualquer história, mas sem envolvê-lo. Em seguida, o jovem fugiu.

O jovem se apresentou à polícia com o advogado. Ele contou à polícia que estava limpando a arma quando a jovem foi abraçá-lo e acabou sendo baleada acidentalmente. Segundo o delegado responsável pelo caso, como o caso estava fora do flagrante, Paulo foi liberado.

A prisão do amigo e de Paulo foi decretada pela Justiça. O amigo foi preso, mas o suspeito continua foragido

Fonte: R7

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