Oposição tem medo das eleições, sem as “propinas” das doações privadas

A direita brasileira está enfurecida desde a última quinta-feira (17), quando, por oito votos a três, o Supremo Tribunal Federal proibiu o financiamento empresarial de campanhas políticas, num julgamento conduzido pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente da corte.

O julgamento da ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil foi influenciado pela percepção crescente da sociedade brasileira de que as doações privadas são a origem dos principais escândalos de corrupção do País, como o da Petrobras e o da compra de trens pelo metrô de São Paulo pelo governo do PSDB – ainda que o grau de punições seja bem diferente, pois em São Paulo, controlada pelo PSDB, sempre existiu os dois pesos e duas medidas.

Neste fim de semana, veículos de comunicação alinhados à direita protestaram.

A Revista Veja disse que a decisão do STF foi “estupidez”. “Os ministros quiseram dar um basta na corrupção e terminaram por dar-lhe um formidável impulso”, diz o editorial da revista.

O Globo, dos irmãos Marinho, publicou editorial na mesma linha e afirmou que o STF “institucionalizou o caixa dois no Brasil”, como se a proibição do STF existisse para ser descumprida. Argumento semelhante foi usado pelo senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

O blogueiro Reinaldo Azevedo deu espaço para um dos integrantes do Movimento Brasil Livre, Fernando Holiday, que organiza atos contra a “corrupção”, também fazer seu protesto contra o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas.

Soma-se agora a Folha de S. Paulo que no editorial “Doações em Xeque”, o jornal da família Frias também contesta o resultado do julgamento.

Tamanha indignação de parlamentares, jornalistas, membros de grupo que dizem lutar contra a corrupção deixa no ar uma dúvida: os partidos de direita não conseguirão mais eleger seus representantes sem a força do dinheiro privados?

Vale ressaltar que 46% de toda a doação arrecadada pelo PSDB em 2014 veio de empresas que estão sendo investigadas na Operação Lava Jato.

Com base em informações do Brasil 247

Compartilhar