Policlínica de Sobral: Um erro tolo que poderia ser evitado

Policlínica de Sobral é inaugurada! Essa frase encheu de risos e trouxe muita alegria para os 24 municípios que compõem a macro de Sobral.

Realmente foi e é uma grande conquista para 24 municípios: Alcântara, Cariré, Catunda, Coreaú, Forquilha, Frecheirinha, Graça, Groaíras, Hidrolândia, Ipu, Irauçuba, Massapê, Meruoca, Moraújo, Mucambo, Pacujá, Pires Ferreira, Reriutaba, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, Senador Sá, Sobral, Uruoca e Varjota.

A Policlínica de Sobral oferece 13 especialidades médicas, três a mais do que as policlínicas tipo I.

Neurologia, angiologia e endocrinologia às especialidades da oftalmologia, otorrinolaringologia, clínica geral, cardiologia, ginecologia, mastologia, cirurgia geral, gastroenterologia, urologia, traumato-ortopedia.

Exames complexos também são assegurados nas policlínicas tipo II, como a regional em Sobral. São realizadas tomografias computadorizadas, eletroencefalograma e endoscopia respiratória.

Qualquer região que é contemplada com um equipamento de tão grande porte é para fazer festa, porém, “quero manifestar a minha grande insatisfação” com a forma de agendamento para consultas de retorno para esses especialistas supracitados.

Para quem não sabe, os pacientes oriundos de todos esses municípios são submetidos a “um sistema de marcação retrógrado e injusto”. E que após passar por eles, o agendamento para retorno têm que ser realizado “na própria policlínica” fazendo com que os clientes viajem 100 km ou mais para ir tentar marcar um retorno que pode ou não dá certo. Ou seja, os pacientes se tiverem a sorte conseguirão agendar ou simplesmente podem dá “uma viagem perdida”.

Perguntar não ofende!

1 – Já que existe o sistema UNISUS WEB, porque essas consultas de retorno não podem ser agendadas por ele?

2 – Porque os reguladores dos municípios consorciados não podem agendar no seu próprio município, evitando assim um deslocamento que gera estresse para o paciente, gastos com combustível e automóvel, dentre outras coisas? Estamos numa crise econômica, lembram?

Os municípios contribuem de forma significativa para a manutenção desses equipamentos, então vamos facilitar a vida dos nossos usuários e não dificultar.

Deixo aqui o meu protesto!

Texto: Dr. Asarias Araújo, Diretor do Hospital Dr. José Evangelista de Oliveira – Hospital Municipal de Ipu