Suspeito de jogar filho em rio no AM é transferido após ameaças de morte

Josias de Oliveira agora está preso no Batalhão da Polícia Militar. Canoeiro ficou em isolamento durante uma semana na Cadeia Pública.

O canoeiro Josias de Oliveira Alves, de 29 anos, foi transferido para o Batalhão da Polícia Militar após sofrer ameaças de morte, informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Josias é suspeito de jogar o filho de quatro meses no Rio Negro, após uma discussão com a mãe do bebê, no dia 14 de agosto.

Em nota, a Seap afirmou que Josias está no Batalhão da PM desde o dia 17 de setembro.

Anteriormente, ele passou uma semana na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. Lá, ficou em isolamento, por estar envolvido em um caso de grande repercussão. No entanto, ainda sofria ameaças de morte.

No Batalhão, ele divide espaço com outros detentos civis. De acordo com a PM, o canoeiro “goza de boa saúde” e não está machucado.

Ao G1, a defesa de Josias Alves disse que deve pedir a revogação da prisão dele. “Ele está tranquilo agora. Na Cadeia Pública, ele sofria muita pressão. Ele não chegou a ser agredido fisicamente, mas ficou com o psicológico abalado. Ele não cometeu esse crime. O Josias só confessou porque foi pressionado”, frisou o advogado do canoeiro, Samaroni Gomes.

Entenda o caso

Segundo investigação da Polícia Civil, a mãe do bebê Pablo Pietro, Cleudes Maria Batista, 23 anos, que mora em Manacapuru, a 68 km de Manaus, teria viajado para a capital para conversar com o pai da criança sobre o valor da pensão alimentícia do filho.

Os dois teriam se encontrado no início da noite do dia 14 de agosto e, após uma discussão entre eles, o pai teria jogado o bebê no Rio Negro. Apesar das buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros desde o dia em que a criança foi arremessada ao rio, os militares não conseguiram localizar nenhum vestígio da criança.

O titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, disse ao G1 que o pagamento de pensão alimentícia de R$ 400 por semana teria motivado o canoeiro a jogar o filho no Rio Negro. Segundo o delegado, Josias sequer sabia o nome do filho dele.

Confissão

No dia 8 de setembro Josias Alves confessou em depoimento à polícia que foi ele quem jogou a criança no Rio Negro. A informação foi divulgada pelo delegado Ivo Martins, responsável pela investigação.

Conforme o delegado, Josias de Oliveira Alves fez a confissão na presença dos três advogados, na sede da DEHS, durante novo interrogatório. Antes, ele negava o crime e o atribuía a mãe da criança.

Fonte: G1

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