Suspeitos de financiar ataques a bancos são presos no Ceará

A Polícia Civil efetuou, na última sexta-feira, 18, a prisão preventiva de dois homens suspeitos de chefiar ataques a bancos no Ceará. Francisco José Morais do Nascimento, conhecido como “Junior Caucaia”, e Marcos Antônio Pinheiro forneciam dinheiro e armas, respectivamente, para quadrilhas especializadas em assaltos a bancos.

Os dois já respondem na Justiça por crimes de roubos, assaltos e tráfico de drogas, conforme informações divulgadas nesta quarta-feira, 23.

Segundo o titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Raphael Villarinho, os suspeitos são investigados há meses e comandavam duas facções envolvidas em assaltos em São Gonçalo do Amarante, Caucaia e Fortaleza. “O Júnior Caucaia é um dos maiores traficantes de drogas do Estado. Ele comandava assaltos desde 2013, naquela região do Maciço do Baturité. Com o dinheiro do tráfico, dava apoio financeiro aos criminosos”, detalhou.

Júnior foi detido em Maranguape e, conforme a investigação, utilizava um Haras para lavar o dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Ele fornecia armas de grosso calibre para os assaltantes de bancos e responde por três procedimentos de furtos, três de receptação e três de tráfico de drogas. A quadrilha chefiada por ele foi desarticulada em agosto e contava com apoio do gerente de uma agência bancária de São Gonçalo do Amarante, assaltada três vezes.

Já Marcos, ainda segundo o delegado, traficava drogas no bairro Bom Jardim e também é investigado por roubos de cargas. “Com dinheiro dos roubos de bancos, o Marcos financiava novamente o tráfico , principalmente na região do Grande Bom Jardim”, explicou Villarinho. Como Júnior Caucaia, ele já responde por vários processos criminais, dentre eles oito procedimentos por assalto, além de porte legal de armas de fogo.

De acordo com o delegado, nenhum os dois responde o crimes de homicídios, mas a Polícia Civil não descarta o envolvimento de ambos com assassinatos nos municípios. “Não foram autuados, mas isso na significa que não mataram ninguém. As investigações continuam”, completou.

Fonte: Redação O POVO Online

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