Vaccari e Duque são condenados por corrupção e lavagem de dinheiro

O juiz federal Sérgio Moro Justiça Federal condenou nesta segunda-feira (21), o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque a 20 anos e 8 meses de prisão e a pagar multas por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Renato Duque é acusado de receber propina de R$ 36 milhões.

Condenação é referente à ação penal originada na 10ª fase da Lava Jato. Youssef, Barusco, Mário Goes e Julio Camargo também foram condenados.

“A prática dos crimes corrupção envolveu o recebimento de pelo menos R$ 36.346.200,00, US$ 956.045,00 e 765.802,00 euros à Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás (Consórcio Interpar, Consórcio CMMS, Consórcio Gasam e contrato do Gasoduto PilarIpojuca). Um único crime de corrupção envolveu pagamento de mais de vinte milhões em propinas”, escreveu Moro em sua sentença.

Já o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto também foi condenado por corrupção, a 15 anos e 4 meses de prisão.

“A prática dos crimes corrupção envolveu o recebimento pelo Partido dos Trabalhadores, com intermediação do acusado, de pelo menos R$ 4.26 milhões de propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobrás pelo contrato do Consórcio Interpar, o que representa um montante expressivo”, afirmou o Moro.

O juiz condenou ainda os operadores:

– Adir Assad, Sônia Mariza Branco e Dario Teixeira Alves Junior (9 anos e 10 meses).

– Delatores Mário Góes (18 anos e 4 meses).

– Pedro Barusco (18 anos e 4 meses).

– Augusto Mendonça (16 anos e 8 meses).

– Julio Camargo (12 anos).

– Alberto Youssef (9 anos e 2 meses).