Conheça 13 comportamentos engordativos na hora de comer

Fique de olho nesses fatores para emagrecer (ou evitar o ganho de peso).

1. Repetir para agradar

Não confunda as bolas. Você pode idolatrar sua mãe, avó ou quem for – e reconhecer seus dotes gastronômicos – por outros meios que não voltar à panela para um repeteco. Se estiver satisfeito, resista aos apelos da dona da casa, faça um belo elogio para o menu preparado por ela e vá lavar a louça. Claro, se a lasanha de domingo ficou simplesmente irresistível, pegue mais um pouquinho sem culpa. “Ou leve um pedaço para se deliciar no dia seguinte”, sugere Antonio Herbert Lancha Jr, autor do livro O Fim das Dietas (Ed. Abril).

2. Usar pratos grandes

Cientistas da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, chegaram a definir um número mágico: até 23 centímetros de diâmetro. Embora você não precise ficar obsessivo com isso, tal dimensão, quando comparada a outras maiores, provoca uma redução de 22% no consumo. Isso porque a mesma porção de arroz e feijão, em uma louça larga e funda, parece menor do que se fosse despejada numa rasa e de tamanho médio. Tome cuidado apenas com pratos diminutos, que o farão voltar à travessa para matar sua fome.

3. Falta de petiscos

Petiscos saudáveis, diga-se. Além de aplacar a fome à tarde sem agregar muitas calorias, eles ajudam a contornar imprevistos que o impeçam de seguir seu planejamento alimentar. “Se surge uma reunião no horário do almoço e você não tem uma barrinha de proteína ou um iogurte à disposição, torna–se refém do que aparecer pela frente”, exemplifica Lancha Jr. Ao visitar o mercado, reabasteça o estoque de lanchinhos light – e antecipe em quais momentos precisará deles.

4. Pular refeições

O endocrinologista Bruno Geloneze, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, arrisca que abrir mão do café da manhã “para economizar calorias” é a armadilha mais comum entre os pacientes atendidos em seu consultório. “Às vezes, eles até conseguem manter a moderação no almoço. Só que, no fim do dia, quando estão cansados, desistem do regime e supercompensam no jantar”, conta. Melhor manter o equilíbrio ao longo das 24 horas.

5. Apostar no jejum

Passar batido pelo café (ou outra refeição) ainda ativa o modo poupador do organismo, de acordo com estudos de Geloneze. “O metabolismo acredita estar em uma situação de privação e, aí, diminui seu ritmo”, descreve. A queda no gasto calórico vem junto de uma subida nas taxas de grelina, que gera fome. Com esse hormônio em alta, o risco de cair em tentação é enorme. Tirando o descanso noturno, nunca fique mais de seis horas em jejum.

6. Encher o copo todo

Não custa reforçar que refrigerantes, sucos e bebidas alcoólicas também engordam. Como evitar o abuso? Uma investigação da americana Universidade do Estado de Iowa testou uma regrinha: preencher o copo até, no máximo, a metade. De um total de 74 voluntários convidados a se servir com vinho em diferentes condições, 70% aplicaram a singela norma. “Essa turma ingeriu 20% a menos do que os outros”, diz a psicóloga Laura Smarandescu, que assinou o artigo.

7. Comida caseira é sempre leve

Faz bem quem cria o próprio menu – entre outras vantagens, o hábito estimula o uso de itens frescos. Mas ingredientes como farinha, azeite de oliva e manteiga engordam se acrescentados sem parcimônia. A má notícia é que, nas últimas décadas, as receitas caseiras parecem ter ficado mais pesadas. Em uma análise de sete edições do livro de receitas americano The Joy of Cooking – a primeira, de 1937, e a última, de 2006 -, cientistas de Cornell mostraram que a concentração de calorias de pratos iguais aumentou 43% ao longo de quase 70 anos. “As porções se tornaram maiores e houve um acréscimo de elementos como açúcar e gordura”, resume Brian Wansink, um dos autores do achado.

Engordaram o modo de preparo

Quantas calorias certas receitas ganharam em sete décadas

1937

Goulash* – 267 cal

Torta de maçã – 271 cal

Chili de carne – 341 cal

2006

Goulash* – 378 cal

Torta de maçã – 353 cal

Chili de carne – 514 cal
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