Eleitores de Aécio, com 8 inquéritos na Lava Jato, estão migrando para Bolsonaro

O que tem atraído os eleitores de Aécio para Bolsonaro?

Talvez seja porque em 2014, Jair Bolsonaro queria ser Vice de Aécio Neves. "Se eu não for candidato, quero ser vice de Aécio" (veja aqui).

Bolsonaro disse que "seria uma honra ser vice de Aécio" (veja aqui).

O deputado afirmou que "mesmo que ele não queira, voto no Aécio Neves" (veja aqui).

Agora Bolsonaro procura ficar distante de Aécio, já que o "Mineirinho" da Lista da Odebrecht e já possui oito inquéritos na Lava Jato, perdendo em números apenas para Renan Calheiros com 16 inquéritos e Jucá com 9 inquéritos. (veja aqui).

Outro detalhe liga Bolsonaro a Aécio. Segundo Ancelmo Gois, do Globo, em publicação do dia 03/03/2017, os dois, juntos se Alckmin, Serra, Cunha e outros... aparecem na Lista de Furnas, um esquema usado durante o governo FHC para distribuir Caixa 2 para seus aliados. O esquema teria abastecido 156 campanhas, isso no ano de 2000. Bolsonaro aparece como destinatário de 50 mil reais, isso em valores da época. (veja aqui).

Bolsonaro com seus ataques ao PT e discursos que não mostra assuntos pertinentes ao Brasil tem agradado aos eleitores de Aécio que estão apoiando o seu nome para 2018.

Com mais de 25 anos de Congresso, Bolsonaro só conseguiu aprovar uma única emenda parlamentar, e ainda em primeiro turno. (veja aqui).

Mas uma coisa Bolsonaro tem de bom.... Ele não está na Lava Jato e nem no Mensalão. Igual Paulo Maluf (veja aqui) que já esteve até foragido da justiça e foi procurado pela Interpol (veja aqui).

Eleitores que estão abandonaram Aécio alegam que eles não têm corrupto de estimação. Claro! Escolhem corruptos ferozes por dinheiro público, famintos por propina e a cada eleição ficam trocando de candidato.

Veja também: Comandante-geral do Exército teme Trump Brasileiro e diz que não apoia Bolsonaro


Em entrevista para a revista Veja, (para assinantes) o comandante-geral do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas fez um alerta sobre candidato estilo Trump, uma clara referência ao Jair Bolsonaro.

"Nitidamente, há um cansaço em relação ao politicamente correto. O perigo é quando surge um líder falando coisas politicamente incorretíssimas, mas que correspondem ao inconformismo das pessoas", declarou o general que ainda acrescentou: "Tivemos Donald Trump nos Estados Unidos e temos alguns aqui no nosso país", disse.
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