Oito pessoas são presas por participação em mega-assalto no Paraguai, diz PF

Oito pessoas foram presas pela Polícia Federal na região de Foz do Iguaçu (PR) acusadas de participarem de um assalto milionário à transportadora de valores Prosegur em Ciudad del Este, próxima à fronteira com o Brasil. Os ladrões levaram mais de R$ 120 milhões, no maior assalto da história do país vizinho. Três pessoas morreram.

Os agentes apreenderam oito fuzis, dois barcos, sete veículos e uma quantia de dinheiro, cujo valor ainda não foi informado.

À Folha de S. Paulo, o ministro do Interior paraguaio, afirmou que esse foi um assalto "de dimensões que jamais existiram" no país. Na perseguição aos bandidos logo após o mega-assalto, um policial paraguaio foi morto. Durante a manhã, 20% das escolas em Ciudad del Este ficaram sem aulas por causa do roubo.

O assalto aconteceu na madrugada do dia 24, quando cerca de 50 criminosos fortemente armados usaram explosivos para invadir a sede da Prosegur, que a 4 km da Ponte Internacional da Amizade, na fronteira paraguaia com Foz do Iguaçu, no extremo oeste do Paraná. O roubo aconteceu nos moldes dos que costumam ocorrer no interior de São Paulo com quadrilha armada com fuzis e metralhadoras, explosões e barricadas para conter a perseguição policial.

A suspeita é de que os bandidos tenham cruzado a fronteira de barco, próximo ao lago da Hidrelétrica de Itaipu, e fugido para o Brasil.

A polícia de São Paulo suspeita da participação de integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O assalto cinematográfico pode indicar que a facção assumiu o poder na linha da fronteira entre o Brasil e o Paraguai. O assassinato de Jorge Rafaat Toumani, em uma emboscada em Pedro Juan Caballero, em junho de 2016, abriu o caminho para a organização criminosa assumir o controle das operações na fronteira.

As bases do PCC, antes concentradas em Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, foram então estendidas a Salto del Guaíra, na fronteira com Guaíra, no Paraná, e Pedro Juan Caballero, vizinha de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

Depois da morte de Rafaat, as polícias brasileiras e paraguaia registraram ao menos 38 execuções ao longo da fronteira, em um processo de eliminação dos supostos colaboradores do regime anterior.

Fonte: OUL Notícias
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