Bolsonaro fez manobra contábil para não aparecer na Lista da Friboi

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em "Consulta aos Doadores e Fornecedores de Campanha de Candidatos", consta que o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) recebeu, no dia 23/07/2014, o valor de R$ 200 mil da JBS, durante sua campanha daquele ano.

Segundo o jornalista Fernando Brito do Tijolaço, o deputado Bolsonaro postou um vídeo em seu canal do Youtube, onde afirma que os R$ 200 mil que recebeu da JBS-Friboi, no dia 23/07/2014, referente a metade do valor gasto em sua campanha, foram devolvidos como "doação ao partido", no dia 24/07/2014. No entanto, na planilha do TSE, os mesmos R$ 200 mil voltaram à conta de Bolsonaro, no mesmo dia 24/07/2014, mas agora como doação feita pelo fundo partidário.

Jair Bolsonaro recebeu R$ 200 mil da JBS-Friboi, repassados pelo diretório nacional do PP, através do recibo eleitoral 011200600000RJ000001, conforme o TSE. Só que, imediatamente, recebeu o mesmo valor, desta vez da cota do PP no Fundo Partidário, pelo recibo eleitoral 011200600000RJ000002.

Ou seja, o mesmo dinheiro rebebeu um "banho" e ficou "limpinho" e "cheiroso".

Esta parte o Bolsonaro não conta.

Ninguém o está acusando de "maquiar" carnes com produtos químicos, mas, por favor, as contas eleitorais maquiadas com troca de cheques também não é tão perfumada assim, não é?

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