E agora, quem pagará a mesada para Cunha ficar calado?

Por volta de 22h30m, do dia 7 de março, Joesley Batista entrou no Palácio do Jaburu. Michel Temer estava à sua espera. Joesley chegou à residência oficial do presidente com o máximo de discrição: foi dirigindo o próprio carro para uma reunião a dois, fora de agenda. Escondia no bolso uma arma poderosa — um gravador.

Todo o diálogo foi gravado por Joesley. Tem trechos explosivos. Num deles, o dono da JBS relatou a Temer que estava dando mesada a Eduardo Cunha e Lúcio Funaro para que ambos, tidos como conhecedores de segredos de dezenas de casos escabrosos, não abrissem o bico. Temer mostrou-se satisfeito com o que ouviu. Neste momento, diminuiu um pouco o tom de voz, mas deu o seu aval:

— Tem que manter isso, viu?

E agora, quem pagará a mesada para Eduardo Cunha ficar calado?

O juiz Sérgio Moro vetou várias perguntas de Eduardo Cunha que apertavam Temer questionando-lhe sobre reuniões onde Temer solicitou propinas, segundo as investigações.

O certo é que agora Cunha ficará sem a mesada que vinha recebendo de JBS e com isso cresce a possibilidade de uma delação de Cunha.
Compartilhar no G+